Pudim

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O Ministério da Saúde adverte: açúcar engorda!

Quando cheguei aqui no Rio, ainda rapazinho, fui trabalhar num botequim, lá no suburbio. Dava um duro danado, lavava banheiro, tirava o lixo, carregava bebidas, fazia entregas, o que viesse era comigo mesmo. O pessoal era legal, pagava mal toda vida, mas sempre em dia. Com eles aprendi que o freguês sempre tem razão, menos quando quer dar uma volta na gente. Aí não dá, né?

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Conversa de barbearia

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Todo mundo estava reclamando do tamanho do meu cabelo e da barba. Logo eu, que perdi cerca de 70% dos pêlos capilares. Aliás, pela primeira vez na vida queimei o cocoruto da cabeça (também conhecido como careca) no sol! De agora em diante, praia, caminhada ou qualquer atividade só com protetor ou chapéu. Uma situação humilhante para quem foi tão cabeludo quanto qualquer metaleiro que se preze…

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A crônica da semana

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Publicada no Medium

Escrever dá trabalho. Aquela famosa frase de Albert Einstein (também atribuída a Thomas Edson, Pablo Picasso ou Paul Valéry) de que a criação é 10% inspiração e 90% transpiração está certíssima. Dependendo do trabalho, os números podem variar entre 5 e 95% ou 1 e 99%, mas com certeza qualquer pessoa que resolva escrever alguma coisa, nem que seja uma simples redação, vai transpirar muito.

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Incêndio!

Incêndio!

Os três carros de bombeiros, inclusive uma escada magirus, estacionados em frente ao apart-hotel destinado a idosos não era um bom sinal. Uma pequena multidão olhava para cima e para os lados. Na pizzaria que ocupa todo o primeiro andar, os empregados conversavam entre si, do lado de fora. O prédio todo às escuras, assustava…

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Supersticioso? Imagina!

Eu, supersticioso? Imagina!

A Voz da Serra (2012)

Foi só contar na crônica “Bobagens”, publicada na coluna do Light da semana retrasada, que quase embarquei em um avião com um livro sobre acidentes aéreos embaixo do braço e logo chegaram comentários e mensagens, a maioria indagando o que é que eu tenho na cabeça. Pois é, meus caros leitores, a essa altura da vida, acho melhor nem pensar nisso. No entanto, concordo com vocês, superstição é uma coisa muito séria.

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Parábola

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Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

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Dez bilhões no lixo

Descaso

Ou a despoluição da Baia da Guanabara

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Morar na Urca é um privilégio. Sossego, um visual de cartão postal e até mesmo um pouco mais de segurança. No entanto, basta chover, a maré encher, vazar ou qualquer ventinho mais arisco, um lixão inteiro toma conta de suas águas, lembrando que estamos no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa das mazelas de seus governantes e moradores.

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Era uma vez uma carta

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Acreditem, havia vida antes do email (e do whatsapp)

Você ainda recebe alguma carta? Não, não estou falando das inevitáveis contas das concessionárias de serviços como luz, gás ou telefone. Ou as propagandas e convites para assinar a revista A, o jornal B e o canal de tevê C. Muito menos intimações judiciais, advertências do condomínio
ou boletos de todos os valores.

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U.R.C.A.

Mureta

Uma mureta e outras imagens

Será que somos o que vemos? Ou pior, só conseguimos enxergar o que queremos ver? Queremos ou podemos ver? Não sei. A fotógrafa americana Dorothea Lange uma vez disse que “a câmara é um instrumento que ensina a gente a ver sem câmara.” Acho que sim. O hábito faz o monge e de tanto sair por aí, procurando o que fotografar, em algum momento descobriremos alguma coisa inusitada, bela ou que nos toca simplesmente sem nenhuma explicação.

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Frio carioca

Eu sei, é um exagero, mas a sensação térmica aqui em Copa deve estar quase assim. Cadê o sol?

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“Quando o termômetro chega aos 20º, os cariocas vestem um moletom. Baixando para os 15º, eles se reúnem para comer fundue de queijo. Se cair para 10º, vão correndo comprar sobretudos, cuecas, luvas e toucas de lã. Com 5º, o prefeito lança a candidatura do Rio para as Olimpíadas de Inverno e se bater no 0º, a população veste 7 casacos e a cidade sedia o Snowboard in Rio”.

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Crônicas conversas

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– Acho que eu já te contei que morri, fui pro céu e voltei, não é mesmo?

— Não e não estou com a menor disposição para ouvir mas, infelizmente, tenho a impressão que você vai contar de qualquer jeito…

– E porque eu faria isso? Se você não quer ouvir eu não conto e ponto final.

– Tá falando sério, cara?

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