PEC 37, cura gay, mensalão, corrupção, negociatas, salários de marajás, fisiologismo, nepotismo, banditismo e por aí vaí! É… o Congresso Nacional está precisando do povo brasileiro de volta. Onde foi parar a reforma eleitoral? Da próxima vez, deixem o povo tomar conta do plenário. Nunca se esqueçam que aquela casa não é propriedade dos políticos.
Coisa de carioca
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Agora é a vez de Nova Friburgo

Chegou a hora de dar um basta. Manifeste-se contra o que te incomoda e te acomoda. Convide todos os seus amigos. Quarta-feira, dia 19, na Praça Dermeval Barbosa Moreira – Centro de Turismo, as 18:00 horas.
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Cinemas perdidos
por Carlos Emerson Junior (Recanto das Letras, 17/6/2013)
Não gosto de ficar reclamando do tempo que passou. Também não sou saudosista e, sinceramente, vivemos tempos mais abertos e saudáveis, mesmo aqui no Brasil. A tecnologia avança em todos os campos e podemos ter uma vida melhor e mais confortável, sem os limites que nossos pais e avôs encontravam.
No entanto, algumas coisas novas me incomodam. A falta de cinemas, por exemplo: nasci e cresci em um bairro onde, por alto, podia escolher entre umas dez salas de exibição (algumas de altíssima qualidade) para assistir o que eu bem entendesse. Um belo dia, cismaram que cinema de rua era perigoso, não tinha estacionamento, etc. e tal e inventaram as tais salas kinoplex dos shopping centers, pequenas e pasteurizadas.
Ora, como o shopping mais perto de Copacabana fica em Botafogo, só restou o bravo Cine Roxy que, para atender aos tempos modernos, teve sua imensa sala de projeção dividida por três. E estou falando de um bairro referência do Rio para o turismo nacional e internacional. A falácia que nos venderam não se sustenta e basta ver a Europa, onde encontramos belos e tradicionais cinemas nas ruas de suas principais capitais.
É, eu sei, o choro é inútil e essa tendência tomou conta do Brasil. Dá pena ver no lugar do Metro Copacabana uma loja de roupas, um banco no lugar do Caruso e uma mega-academia de ginástica onde ficava o Cine Copacabana, famoso pelo seu ar-condicionado estupidamente gelado.
Tudo bem, o mundo gira e a Lusitana roda, como dizia uma propaganda daqueles tempos. Hoje posso assistir filmes no computador, televisão e, se bobear, até no iPhone. É muito fácil encontrar os últimos lançamentos e o aluguel por stream fica cada vez mais em conta. Títulos perdidos ou raros não são problema para encontrar na rede e ainda por cima, o conforto de ver um filme em casa, com boa companhia, no escurinho da sala, é sempre aconchegante.
Mas quando lembro que ir ao Metro Copacabana, assistir uma estreia era O programão, principalmente com a namorada de plantão, não dá para deixar de ter saudades. Perdemos todos com o fim do cinema de rua, essa é a grande verdade.
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Grandes cinemas pedem grandes filmes, não é verdade? O melhor espetáculo (e não dá para usar outra denominação) que assisti, nesses mais de sessenta anos de vida, foi o “2001 – Uma odisseia no espaço”, em Supercinemascope, na antiga sala de exibição do Cine Roxy, uma experiência pra lá de sensorial, onde imagem, som e roteiro conseguiam tirar o espectador da poltrona e se sentir jogado em um buraco negro espacial.
Outra grande experiência foi o filme “Grand Prix” em Cinerama, também lá no Roxy. Filmado com auxílio da NASA, que emprestou uma série de câmeras especiais usadas nos carros de corrida e um sonzão em 360º, que nos colocava dentro de um Fórmula Um, nas ruas do circuito de Mônaco. Um barato e pena que o sistema não durou.
No bom e infelizmente extinto Cine Rian, que ficava na Avenida Atlântica, em pleno Posto 4, assisti a estreia de Help!, com os Beatles, na abertura do, se não estou enganado, 1º Festival Internacional do Cinema, que teve como grande vencedor exatamente esse filme. O problema é quem não deu para ouvir nada, tal a gritaria das meninas dentro do cinema. Acho que foi o mais perto que chegamos da histeria da beatlemania por nossos trópicos.
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De qualquer maneira, ir ao cinema era um barato, principalmente para namorar. As últimas fileiras de poltronas ficavam lotadas e no fim da sessão, duvido que alguém lembrasse sequer do nome do filme que estava passando! Sei lá, acho que no fundo mesmo é disso que sinto falta. Afinal, namorar assistindo um DVD na tela de um notebook não é a mesma coisa, que me perdoem os mais novos.
Os gorilas atacam!
Folha de São Paulo
A jornalista Giuliana Vallone, atingida no olho direito por uma bala de borracha disparada por um policial durante manifestação na quinta-feira passada relatou como foi atingida: “Eles já tinham mirado em mim outras vezes. Jamais achei que ele fosse atirar”.
A voz do Brasil
Coisas do Coiso
por Casa de Luanda
Herança portuguesa, o coiso é bem diferente da coisa. É coringa que nem ela, mas cabe num número muito maior de situações. Tem mais personalidade, é mais simpático e exercita nossa capacidade de abstração! Além de tudo é democrático, usado sem distinção por todas as classes. Olha só a conversa que roubei ontem:
- Ei, Coiso! Vem cá.
(o Coiso vem)
- Então você leva o coiso lá no coiso?
- Levo sim, madame. Onde é que fica o coiso mesmo, madame?
- Pois não conheces o coiso? Fica mesmo ali no coiso. Olha: sabes o coiso da Zambia? É a descer do coiso. Se fores no sentido do coiso, descendo do coiso, vais logo encontrar o coiso.
- Ah, é mesmo no coiso?
- É mesmo no coiso!
- Ah, pois tá. Já estou a levar.
E não é que eles se entenderam?
(Prometo investigar se o Coiso conseguiu chegar ao coiso e trazer o coiso para a madame.)
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Essa deliciosa história foi ouvida e recolhida pelo pessoal do blog Casa de Luanda, provando que a língua portuguesa não está nem aí para acordos e rígidas regras ortográficas. E quem não gostar que vá se queixar com o Coiso, é claro.









