Arquivos do Autor:Carlos Emerson Junior

Sobre Carlos Emerson Junior

Carioca, escritor, blogueiro, colunista, fotógrafo, administrador, friburguense adotivo e botafoguense doente, não necessariamente nessa ordem.

O significado da vida (2)

foto: Carlos Emerson Junior

foto: Carlos Emerson Junior

Perguntaram ao Dalai Lama: “O que mais te surpreende na Humanidade?” E ele respondeu: “Os homens… Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde… Porque pensam ansiosamente no futuro e, por isso, esquecem-se do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro… E porque vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido!”

Morre outro ciclista

foto: Toronto Arts

foto: Toronto Arts

Mais um ciclista atropelado e morto no Rio, desta vez em Jacarepaguá, por um caminhão da Comlurb. Desde abril, já são cinco casos fatais, sendo que as outras quatro vítimas foram atropeladas por ônibus. É trágico e complicado, bem sei. Apesar de termos a maior rede cicloviária do Brasil, conhecemos muito bem suas deficiências. Para piorar, falta educação, civilidade e respeito ao próximo e às leis, principalmente quando se trata de trânsito.

Enquanto não nos conversermos que a precária e ultrapassada mobilidade urbana está a beira do caos, vamos assistir constantemente essas cenas. É como disse o Fernando Gabeira, “nosso tempo é perdido nos engarrafamentos e a vida caminha na corda bamba. É hora de levar a sério não só trânsito mas o avanço irreversível das bicicletas ao cotidiano da metrópole”.

Depois do carrocentrismo

foto: David T. Waller

foto: David T. Waller

por Ricardo Abramovay (Mobilize)

Que os carros particulares tenham perdido este papel já é hoje lugar-comum: ineficientes sob o ângulo energético, vetores do estrangulamento na circulação, responsáveis por desenhos urbanos desumanizados, é cada vez menos óbvia a associação entre esses veículos e a liberdade à qual estiveram ligados até meados do século XX.

Optar por essa forma de deslocamento, hoje, envolve um risco crescente de ver-se preso a uma caixa fechada que favorece a emergência do que cada um de nós tem de pior e que Nilton Bonder chama de autoviolência.

Além disso, os custos sociais (evidentemente, não pagos) do automóvel individual são exorbitantes: a Technische Universitat, de Dresden, estima-os em nada menos que 373 bilhões de euros anuais, só na União Europeia.

Será possível então que o automóvel, síntese de algumas das mais importantes inovações do século XX, volte a ter um papel fundamental na emergência de cidades sustentáveis e deixe de ser o emblema da paralisia e do desperdício material e energético a que hoje se vincula?

A KPMG e a Roland Berger, duas das mais importantes consultorias globais, mobilizaram suas equipes para ouvir dirigentes da indústria automobilística no mundo todo a respeito desse tema. O resultado é fascinante e mostra uma indústria com um extraordinário potencial de transformação para colocar seus produtos a serviço da vida social que, ao mesmo tempo, está diante de obstáculos cruciais, que a fazem persistir em formas arcaicas de fazer negócios.

A primeira transformação que já está em curso foi batizada pela KPMG de “carro conectado”. As mídias digitais serão decisivas não só no funcionamento da própria máquina, mas, sobretudo, na sua ligação com as cidades, pela possibilidade de indicar onde há congestionamentos e quais os melhores horários e trajetos para evitá-los. Na segurança dos veículos e no monitoramento dos próprios motoristas, as tecnologias da informação vão desempenhar papel cada vez mais importante. A eficiência dos motores a combustão interna pode aumentar muito em razão do uso dessas tecnologias. Novos materiais (como fibras de carbono) tornarão os carros mais leves e mais econômicos.

Mas há uma segunda dimensão revolucionária do carro conectado: ela já permite que a economia da partilha ocupe lugar central no uso do automóvel. O estudo da KPMG prevê que em 2026 a partilha será, por exemplo, a opção preferida de um quarto dos brasileiros que usam transporte individual, por meio de sistemas de aluguel baseados em dispositivos móveis, como os que hoje já começam a existir em várias cidades do mundo.

A terceira transformação, mostra a Roland Berger, é que o próprio modelo de negócio das grandes montadoras globais está ultrapassado. Companhias não automobilísticas talvez estejam mais aptas a levar adiante projetos inovadores neste setor. Empresas automobilísticas são mais rígidas e hierarquizadas e mudam com maior dificuldade que as de tecnologia da informação. O atual modelo do negócio automobilístico continua norteado pela oferta: o traço fundamental deste push model consiste em investir cada vez mais em novas fábricas, na expectativa de vender mais e mais carros.

O problema é que, segundo os dois estudos, o horizonte de ampliação permanente na produção e venda de automóveis individuais choca-se contra um mercado em estado de saturação. Segundo a Roland Berger, o mundo tem capacidade para produzir 90 milhões de veículos e a demanda é de apenas 69 milhões. Os dados da KPMG são basicamente os mesmos.

Ao mesmo tempo, os dois estudos revelam que, no mundo todo, o carro deixa de ser a grande aspiração de consumo das jovens gerações. E, no entanto, os investimentos para ampliar a oferta, sobretudo nos países em desenvolvimento, não cessam de expandir.

Não se trata de preconizar uma sociedade sem carros. Trata-se, sim, de constatar que os avanços recentes na conectividade e na eficiência material e energética dos automóveis só ganharão sentido se estiverem a serviço de cidades organizadas em função das pessoas. E, para isso, a indústria precisa aprender a oferecer serviços de mobilidade, e não cada vez mais carros.

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* Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor de Muito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.

Fonte: Mobilize

 

Mundo “descobre” que carro brasileiro é inseguro

“A responsabilidade por modelos de pior qualidade e segurança, ainda que caros, é das fabricantes, que no Brasil são estrangeiras em sua totalidade (…) ainda que possa ser dividida com o governo e com órgãos de trânsito, que se omitem da obrigação de fiscalizar as condições de segurança dos veículos produzidos — a ponto de sequer manterem um laboratório público de testes em território nacional”.

foto: NCAP

foto: NCAP

por Eugênio Augusto Brito (UOL, São Paulo – SP)

Neste domingo (12), enquanto boa parte dos brasileiros celebrava o Dia das Mães e/ou acompanhava, na TV ou nos estádios, a decisão dos campeonatos estaduais de futebol, a imprensa internacional descobriu, reproduzindo texto da agência AP (Associated Press), que o carro feito e vendido no Brasil é inseguro.

Na reportagem, assinada por Bradley Brooks e intitulada “Carros fabricados no Brasil são mortais”, dados sobre vendas crescentes de carros de passeio no país (puxadas pela “nova classe média”, segundo o autor), números sobre acidentes de trânsito (com mortos e feridos) do Ministério da Saúde e da própria AP e resultados das três edições do Latin NCAP (a versão local do programa independente de segurança automotiva) são comparados para se chegar a um resultado já apontado por UOL Carros: carros feitos no Brasil não atendem minimamente a requisitos internacionais de segurança, ainda que suas versões fabricadas e vendidas no exterior (nos casos aplicáveis) se saiam bem.

Esta conclusão da reportagem da AP não traz novidade em si, ainda que apenas agora o mercado desenvolvido pareça ter acordado à realidade dos mercados emergentes. Ela é, de fato, similar àquela apontada anteriormente, em novembro de 2012, pelo Latin NCAP. De acordo com os organizadores do programa de segurança para Brasil e América Latina, “os carros mais populares estão 20 anos atrasados em comparação aos dos países industrializados, e abaixo dos padrões globais”.

Leia o artigo na íntegra>>

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Fonte: Cars made in Brazil are deadly (The Detroit News)

Sexo na velhice

foto: Google Images

foto: Google Images

por Cláudia Collucci (Folha de S.Paulo)

“Neste momento das nossas vidas, Willie e eu estamos num desses umbrais, o da maturidade, quando quase tudo se deteriora: o corpo, a capacidade mental, a energia e a sexualidade.

Que diabo nos aconteceu? (…) Certa manhã nos vimos despidos no espelho grande do banheiro e ambos nos sobressaltamos. Quem eram aqueles velhinhos intrusos em nosso banheiro?

Nesta cultura, que supervaloriza a juventude e a beleza, são necessários muito amor e alguns truques de ilusionista para manter vivo o desejo pela pessoa que antes nos excitava e agora está achacosa e gasta.

Em minha idade respeitável, na qual me dão desconto no cinema e no ônibus, tenho o mesmo interesse de sempre pelo erotismo. Minha mãe, que completou 90, diz que isso nunca acaba, mas é melhor não espalhar, porque o resultado é chocante; supõe-se que os velhos são assexuados, como as amebas.

Por dentro Willie [William Gordon, com quem está casada há 26 anos] não mudou, continua sendo o mesmo homem forte e bom por quem me apaixonei.

Por isso estou empenhada em manter acesa a paixão, embora já não seja o fogo de uma tocha, mas a chama discreta de um fósforo. Outros casais da nossa idade exaltam os méritos da ternura e do companheirismo, que substituem o alvoroço da paixão, mas já avisei a Willie que não pretendo substituir a sensualidade por aquilo que já tenho com a minha cachorrinha. Ainda não…”

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É dessa forma honesta e divertida que a escritora Isabel Allende, 70, nos introduz ao seu mais recente livro: “Amor” (Editora Bertrand Brasil, 240 págs, R$ 29), que reúne seus principais contos de amor.

Ao falar abertamente sobre sexo e sexualidade na velhice, Isabel presta um grande serviço não só à população de idosos, mas a todos nós que um dia chegaremos lá.

O tema é ainda um tabu, motivo de vergonha e constrangimento para muitos idosos. Mas não precisaria ser assim, dizem os especialistas.

O que se prega hoje é que o sexo na terceira idade pode ser sim prazeroso, mas depende de como encaramos o envelhecimento e de como vamos driblar as limitações naturais desse processo.

Existem, é claro, mudanças fisiológicas reais. O homem pode demorar mais para se excitar, ter ereção e orgasmo. A mulher sofre com a diminuição da elasticidade, o ressecamento vaginal e sente dor durante a penetração.

Alguns medicamentos também podem dificultar a ereção e o desejo, como os anti-hipertensivos ou antidepressivos. Um ajuste na dosagem ou a troca de medicação pode melhorar isso.

Lubrificantes à base de água diminuem a dor da penetração no caso das mulheres. Para os homens, as drogas para disfunção erétil são de grande ajuda –e de preocupação também.

Há um aumento no índice de doenças sexualmente transmissíveis em idosos, incluindo o HIV. Os mais velhos raramente usam preservativos, o que representa um grande risco.

Uma vida sexual ativa também depende de conversa, de trocas. Saber o que é mais prazeroso para o parceiro e fazer as adaptações necessárias também é muito importante nessa fase da vida.

A questão prioritária, porém, é derrubar estereótipos e preconceitos. A sociedade ainda vê a sexualidade muito atrelada à beleza e juventude. Isso coloca uma barreira psicológica, principalmente para as mulheres.

Daí a importância do livro da septuagenária Isabel Allende. Não é negar as dificuldades do envelhecer. Mas sim encontrar formas de dar mais qualidade e alegria aos dias que nos resta.

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Cláudia Collucci é repórter especial da Folha, especializada na área da saúde. Mestre em história da ciência pela PUC-SP e pós graduanda em gestão de saúde pela FGV-SP, foi bolsista da University of Michigan (2010) e da Georgetown University (2011), onde pesquisou sobre conflitos de interesse e o impacto das novas tecnologias em saúde. É autora dos livros “Quero ser mãe” e “Por que a gravidez não vem?” e coautora de “Experimentos e Experimentações”. Escreve às quartas, no site.

O “beija-mão”

foto: Dida Sampaio (Estadão)

foto: Dida Sampaio (Estadão)

1) O beija-mão é um costume das monarquias européias, herdado pela corte imperial brasileira. Em uma cerimônia pública o monarca se colocava em contato direto com o vassalo, o qual, depois da devida reverência, podia aproveitar a ocasião para solicitar alguma mercê. A cerimônia tinha grande significado simbólico, lembrando o papel paternal e protetor do rei e a submissão dos súditos.

2) Será que o governo Dilma terá coragem (ou a cara de pau) de criar o 40º ministério? Os humoristas agradeceriam de joelhos! Dilma e os 40 ministros é a piada pronta, não é mesmo?

3) Pode até não estar na lei mas a decisão do tal do Afif de manter o cargo de vice-governador de Sâo Paulo mesmo sendo ministro de qualquer coisa, é estranha e imoral. Caramba, servir ao PT e PSDB ao mesmo tempo? O apego ao poder (ou coisa pior) e a indiferença do eleitorado com as ações de seus eleitos, acabam permitindo essas barbaridades.

4) Segundo a Lei de Murphy, “se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”. Pois é, fico arrepiado quando lembro que em 2014 tem eleições…

A estrada do contorno de Nova Friburgo

O artigo abaixo foi publicado no jornal A Voz da Serra, em 28 de abril do ano passado, quando o tema “Estrada do Contorno” finalmente ia entrar na pauta, ou melhor, iniciar as obras. No entanto, passada a eleição municipal aconteceu o que todos já esperavamos, infelizmente: o vice-governador sumiu e o assunto morreu. Sabemos muito bem que com a proximidade das eleições de 2014, políticos de todos os matizes vão usar o palanque friburguense garantindo que, desta vez, a obra sai.

Sei não, já tem tempo que deixei de acreditar em papai noel, fantasmas, bruxas, promessas de campanhas…

foto: Carlos Emerson Junior

foto: Carlos Emerson Junior


A Estrada do Contorno de Nova Friburgo
por Carlos Emerson Junior (A Voz da Serra, 28/4/2012)

Antes que briguem comigo, é bom esclarecer que sou sempre a favor da implantação de arcos rodoviários para desviar o trânsito pesado dos centros urbanos de nossas cidades e acho quem nem preciso justificar, não é mesmo? E isto colocado, vamos à Estrada do Contorno de Nova Friburgo, denominação meio imprópria, já que se trata de uma verdadeira rodovia com 42 quilômetros de extensão, ligando o trevo de Duas Barras até Mury, passando por vias vicinais e estaduais na região de Bom Jardim, Stucky e Colonial 61.

A propósito, o DER – Departamento de Estradas de Rodagem do RJ contratou em outubro de 2011 a execução de serviços de levantamentos topográficos e cadastrais, topo batimétricos, cadastramento arbóreo e de interligações de rede de serviço público, nivelamento, seções transversais e outros elementos complementares, que servirão de apoio para elaboração de projetos viários e estruturais do contorno de Nova Friburgo, objeto do Processo N° E-17/202.019/2011.

Isso significa que a largada já foi dada e, como vocês devem se lembrar, o governo do estado anunciou no mês passado, com pompa e circunstância, a liberação das verbas e conclusão das obras em 2014. Tudo muito bonito e eu aplaudiria de pé, com direito a bis, se não estivesse faltando um pequeno detalhe: não temos a mínima ideia do traçado exato dessa rodovia!

Foi com muita decepção que tomei conhecimento do pedido de adiamento “sine die” da audiência pública que aconteceria na Câmara Municipal de Vereadores no dia 20 de abril, quando autoridades estaduais, municipais e membros da sociedade civil, assim como integrantes de entidades ambientais, finalmente tomariam conhecimento dos detalhes e discutiriam o projeto.

Uma pena, já que as dúvidas são muitas. Por exemplo, o tamanho das pistas e a inexistência de acostamento no trecho entre Mury e Theodoro, a necessidade de evitar a ocupação desordenada e a favelização das margens da nova estrada, o túnel de Mury, a apresentação do Estudo de Impacto Ambiental – EIA e por aí vai. Motivos para preocupação de todos os envolvidos com o desenvolvimento e a questão ambiental é o que não falta.

Nova Friburgo tem duas riquezas naturais, a Mata Atlântica e a rede hidrográfica, onde se destacam os rios Macaé, Santo Antônio, Cônego, Bengalas, Rio Grande e tantos outros. Segundo o IPANF – Instituto de Proteção Ambiental de Nova Friburgo, possuímos uma das maiores áreas de Mata Atlântica do Brasil. A cidade e as vilas ocupam apenas 4% do território, um paraíso em plena serra.

No entanto, a realidade pode não ser tão verde assim. Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, alerta que no período de 2008 a 2010, detectou o desmatamento equivalente a 12 campos de futebol somente em Nova Friburgo, números que nos colocam em um incômodo oitavo lugar no ranking das cidades que mais desmatam a Mata Atlântica no Rio de Janeiro, o que é lamentável e mais um razão para cobrar transparência dos responsáveis pelo projeto da Estrada do Contorno.

Aliás, a participação da sociedade friburguense nesse debate é indispensável.

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No dia 9 de abril passado, por volta das 12h30, uma enorme carreta enguiçou em plena Avenida Rui Barbosa, em frente ao Ministério Público, provocando um imenso engarrafamento na cidade. Com as rodas travadas, é evidente que foram infrutíferas todas as tentativas de remover o veículo, inclusive através de um reboque cedido pela FAOL. Somente com a chegada de um mecânico da transportadora foi possível liberar a via por volta das 19h30, depois de duas horas de trabalho.

Pois é, meus caros, perguntar não ofende e se ofender é um péssimo sinal, não é mesmo? Mas que compensação econômica e ambiental Nova Friburgo recebe por permitir esse tipo de transporte, a qualquer hora do dia ou da noite em suas ruas? No caso de um acidente com um caminhão e a inevitável queda da carga dentro do Rio Bengalas, quem arcará com os custos de despoluição e reparo dos danos? O nosso IPTU?

É bom lembrar que a circulação desses enormes caminhões já é proibida dentro da cidade. A lei municipal número 3251, assinada em 23 de junho de 2003, em seu artigo primeiro é bem clara: “fica proibido o tráfego de carretas duplas, os chamados treminhões, pelo centro urbano do Município”. Direta, curta e grossa, como uma legislação eficiente deve ser. O problema é que ninguém cobra sua execução. Falta de interesse?

Todo mundo acredita que a Estrada do Contorno ajudará a sanar os problemas do trânsito de Nova Friburgo, mas não dá para esperar até sua conclusão em 2014. Pelo andar da carruagem (e a expressão aqui se aplica à perfeição), corremos o sério risco de institucionalizar os engarrafamentos e nos transformar numa versão serrana da cidade de São Paulo, perdendo incontáveis horas de nossos dias dentro de carros ou ônibus.

Ninguém merece ou quer uma barbaridade dessas, é claro, mas sem união, criatividade e ousadia, inclusive dos órgãos responsáveis pelo nosso trânsito, não vamos a lugar nenhum. Urge cobrar as informações necessárias sobre a Estada do Contorno e discutir uma reforma completa no nosso sistema viário, há muito ultrapassado.

Nova Friburgo é uma cidade muito boa para permitirmos que sua qualidade de vida vá para o lixo. Não dá mesmo!

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Para saber complementar esse assunto, não deixe de ler os seguintes posts:

- Estrada do Contorno, hora de discutir
- Estrada do Contorno, o outro lado
- De volta para a Estrada do Contorno