ONU em Nova Friburgo

3 comentários sobre “ONU em Nova Friburgo”

  1. Carlos, como é difícil a gente saber a verdade. Realmente eu mesmo ouvi esta explicação até de um medico daqui de Teresópolis. Talvez esta seja a história que o povo adotou para explicar o que aconteceu. Porque eu mesmo vi algumas áreas atingidas pelas chuvas aqui em Teresópolis que me levam a concordar com a “informação” de que o número de mortos foi superior ao divulgado. Muito superior. Já levei quatro pessoas que vieram me visitar para um “tour” por estas áreas, numa tentativa de racionalizar aquilo. Como que testando “Olhe para isso e diga que eu estou errado.” Demorei a acreditar que pudesse haver tamanha diferença entre os dados oficiais e o que os meus olhos viram. Enfim, eu não sei qual é o motivo, mas tenho convicção pessoal de que os números oficiais estão absolutamente errados, senão forjados. A questão é por que???

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    1. Meu caro Fred, a questão é muito interessante. No desastre da Serra das Araras, em 1967, o balanço final do governo apontou 1.700 mortos mas só foi possível resgatar 300 corpos. Nesse mesmo ano, no mês de março, a cidade paulista de Caraguatatuba passou por uma situação semelhante à da região serrana no ano passado. Oficialmente foram 438 mortos mas, quem estava lá garante que o número real é muito mais alto…

      Também tenho a sensação de que perdemos muito mais do que os 920 mortos. Hoje, em pleno século 21, temos muito mais tecnologia, pessoal e recursos para efetuar resgates do que há 45 anos. Os exames de DNA praticamente resolvem problemas de identificação.

      A explicação que me parece mais plausível, é que alguém deve ter vendido para o governo estadual, já marcado com as tragédias de Angra dos Reis e do Morro do Bumba, em Niterói, que “permitir” mais do que mil mortos seria um desastre completo para o futuro político do governador, vice e demais envolvidos com o desastre. Talvez tenha surgido aí essa história da ONU…

      É meio “teoria da conspiração” mas, como se trata de política brasileira, tudo é possível, não é mesmo?

      Um grande abraço.

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    2. Em relação a intervenção a ONU, concordo inteiramente com vc Carlos, e acho, pendendo mais pra certeza, de que os mortos e desaparecidos são muito maior que os números divulgados. E aquela história do coronel ficar preso por barreiras justamente nas horas em que os níveis de chuva tinham alcançado os inimagináveis 220mm, não me desce mesmo! Quantas vidas teriam sido polpadas se tivesse sido dado um alerta sequer né? Mas…essa nossa “teoria da conspiração friburguense” está meio sem crédito.

      Abraços.

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