Velhos jornais

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Uma coisa eu tenho certeza, aprendi a ler através dos jornais. Meu pai, antigo jornalista de Campinas, em São Paulo, não perdia os velhos diários cariocas um dia sequer e assim cresci tendo como companhia o Correio da Manhã, Diário de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil, a Tribuna da Imprensa, Jornal do Commércio, Ultima Hora, Jornal dos Sports, O Fluminense e tantos outros que apareciam lá em casa.

O mais triste é que dos jornais citados, apenas o Globo continua na ativa. O Rio de Janeiro, que era a vitrine do jornalismo brasileiro, hoje é representado por apenas um jornal de nível nacional, nem sempre traduzindo o gosto ou a opinião dos cidadãos cariocas e fluminenses. É sempre bom lembrar que a imprensa é essencial para qualquer regime que se considere democrático.

O que é indiscutível é que a decadência dos jornais do Rio acompanhou a da cidade, que não soube se reinventar quando deixou de ser a capital do país. Hoje, com o advento da internet, a grande questão é saber se o atual formato impresso sobreviverá ou se leremos nossas notícias de todos os dias em notebook ou desktop qualquer.

Querem saber? Tomara que não. Afinal, “filar” as notícias do dia em uma banca de jornal, é um dos meus esportes favoritos!

Foto: Carlos Emerson Junior

Um comentário em “Velhos jornais

  1. Eu gostava muito do antigo Jornal do Brasil. Mas não consigo me acostumar com o novo formatol. Outro problema que você não citou eram os excentes articulistas que passaram pelos jornais do Rio e as brigas famosas de Carlos Lacerda e outros grandes nomes. Deu saudade.

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