O futuro do livro é agora

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A chegada da Amazon e da Livraria Cultura no mercado brasileiro, com suas lojas online e leitores eletrônicos, agitou e talvez tenha sido a grande novidade deste final de ano. O jornalista Pedro Dória, um dos meus gurus em tecnologia, no entanto alerta:

“Faz meses, já, que o mercado brasileiro vinha sendo aquecido para a chegada dos e-books. E, aí, tanto Livraria Cultura quanto Amazon se lançaram ao jogo no mesmo dia. Alguns dos acordos com editoras foram fechados em cima da hora. E, isso desaponta por certo os consumidores, os preços não são tão mais baixos assim. De cara, parece injusto. Mas é tudo resultado de uma dança complexa.”

É verdade, os preços não são os mesmos da loja americana, pelo contrário. Um acordo com as principais editoras brasileiras impede que os descontos do livro eletrônico ultrapassem 20%, 30% dos seu similar impresso e o Kindle lançado aqui não pode ser considerado uma pechincha.

No entanto, acredito na reversão desse quadro. Na estreia do site, comprei imediatamente três livros, o famoso “1808” do jornalista Laurentino Gomes, “Inferno: o mundo em guerra 1939-1945” de Max Hastings, curiosamente muito bem resenhado e recomendado pela querida Cora Rónai em sua crônica da semana retrasada e “O Vendedor de Passados”, do angolano José Eduardo Agualusa. Nenhum deles custou mais do que 28 reais, bem abaixo dos 40 reais que já tinha encontrado em suas edições impressas na Saraiva e Travessa.

Sou leitor compulsivo de livros e usuário constante de um Kindle Touch, que comprei de uma filha que esteve no exterior. A facilidade de manuseio, o peso levíssimo e a qualidade de sua tela, emulando uma página de livro, tornam a leitura um prazer em qualquer lugar e, não à toa, é o meu fiel companheiro inclusive nas longas viagens para o Rio. Aliás, se deixar levo o tablet para qualquer lugar. Quer programa melhor do que sentar num café para ler um livro?

Pois é, mas o grande benefício da vinda da Amazon ainda não chamou a atenção. De agora em diante, novos escritores poderão publicar seus trabalhos diretamente na loja online, o que deve abrir um enorme espaço para a entrada de bons nomes no mercado.

A verdade, meus caros, é que por mais que quem adore uma capa ou cheiro de papel fique pressuroso com o futuro dos seus amados livros impressos, não há como negar que o livro eletrônico chegou para ficar.

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