Filmes clássicos da Segunda Guerra (primeira parte)

por Carlos Emerson Junior

Um dos temas mais divertidos nos blogs são as populares listas “os dez mais”. Livros, filmes, músicas, vídeos, mulheres, homens, animais, políticos, smartphones, não importa, um dia você vai fazer a sua.

Bom, todo mundo sabe que adoro filmes de guerra, ficção cientifica e comédias, não necessariamente nesta ordem. E aí, pensei (é, eu faço isso de vez em quando), por que não publicar os meus filmes preferidos da Segunda Guerra Mundial ? Tudo bem, eu já fiz isso no extinto no Blog do Cejunior e até aqui mesmo mas, como fiquei devendo uma segunda ou até mesmo uma terceira parte, vale a republicação do post e a promessa de que a lista vai crescer!

Lembro que filmes citados não são necessariamente os melhores de críticas, audiência ou grandes vencedores de prêmios cinematográficos. Estão aqui, simplesmente porque eu gosto! E sem mais delongas, vamos aos “premiados”:

O MAIS LONGO DOS DIAS (The Longest Day)

Superprodução de 1962, inovou ao utilizar diretores e atores alemães, inglêses, norte-americanos e franceses nas sequencias de cada país. No elenco temos John Wayne, Eddie Albert, Sean Connery, Richard Burton, Henry Fonda, Irina Remick, Curd Jürgens, Peter Lawford e quem mais vocês imaginarem. Todo mundo participou!

Magnificamente filmado em preto e branco, consegue mostrar fielmente o que foi a invasão da Europa pelas tropas aliadas, a participação da resistência francesa e a incredulidade alemã diante do fato. Sem dúvida, trata-se de um clássico.

FUGINDO DO INFERNO (The Great Escape)

Também de 1963, com Steve McQueen, James Garner, Richard Attenborough, Charles Bronson, James Coburn, David McCallun e por aí vai. Baseado num fato verídico, a fuga de quase 100 prisioneiros de um Stalag (campo de prisioneiros de guerra) em 1944, em plena Alemanha e a mobilização das forças de segurança e do exército para recuperá-los, por toda a Europa Central.

Inesquecìvel atuação de Steve McQueen e Richard Attenborough mostrando porque mais tarde ia se tornar cavaleiro do império britânico. Filmaço!

O EXPRESSO DE VON RYAN (Von Ryan’s Express)

Frank Sinatra estrela esta produção de 1965, contando a fuga de prisioneiros de guerra britânicos da Itália para a Suiça, através de um trem. Cenários belíssimos, produção caprichada e a participação do ator Adolfo Celi como o Coronel Bataglia, um bufão comandante do campo de prisioneiros italiano.

A história é original e bem conduzida pelo diretor Mark Robson. Diversão pura e muita ação!

PATTON (Patton)

Premiadíssima produção de 1970, dirigida pelo conceituado Franklin J.Schaffner e estrelada por George C. Scott, ganhou 7 Oscars entre os quais o de melhor ator e melhor diretor. Conta a participação do general George S. Patton na 2ª Guerra, desde o desembarque no Norte da Africa até a invasão da Alemanha, quando suas tropas só foram parar na Tchecoslováquia.

Brilhante interpretado por George C. Scott, Patton é desses filmões que transcedem sua categoria e entram para sempre na história do cinema.

CRUZ DE FERRO (Cross of Iron)

Sam Peckinpah dirigiu James Coburn, Maximilian Schell, James Mason e David Warner neste original e violento filme de 1977, mostrando a guerra pelo ponto de vista alemão. De fato, é a saga de um pelotão em plena retirada no front russo, que recebe um novo comandante, um oficial prussiano (Schell) que quer ganhar, por seus méritos, uma Cruz de Ferro, condecoração dada por atos de bravura pela Werhmacht.

Muito sangue, corpos dilacerados, só falta o cheiro de queimado… Um Peckinpah tenso e legítimo.

UMA PONTE LONGE DEMAIS (A Bridge Too Far)

Outra superprodução de 1977, dirigida por Richard Attenbourough e com um elenco enorme, com nomes como Sean Connery, Dirk Bogarde, James Caan, Michael Caine, Edward Fox, Elliot Gould, Gene Hackman, Robert Redford e muita gente boa mais. Filmagem de outro episódio real da 2ª Guerra, a malfadada operação Market Garden, o maior desembarque de tropas paraquedistas pelos aliados em 3 pontes ao longo da Holanda, visando cortar a saída do exército alemão.

O ritmo do filme é preciso e importantíssimo, porque consegue passar para o espectador o que era mais importante na ação: tempo. As seqüencias de salto das tropas de para-quedas também são as melhores que já vi em qualquer outro filme de guerra.

Destaque para para os atores alemães Hardy Kruger e Maxmillian Schell, como os generais Ludwig e Bittrich, fazendo contraponto ao exército aliado.

O RESGATE DO SOLDADO RYAN (Saving Private Ryan)

Não tinha como deixar de fora a produção do Steven Spielberg, de 1998. Com um Tom Hanks interpretando um capitão Miller angustiado e sem esperanças, a jornada pela terra de ninguém para trazer de volta um soldado, uma missão insana e possívelmente inútil, traz a mais sensacional abertura de um filme de guerra de todos os tempos, uma sequência do desembarque de um pelotão de infantaria na praia de Omaha, na Normandia, no Dia D.

São mais de 15 minutos com a câmera girando para lá e para cá, captando toda a violência, degradação, terror e absurdo que é essa matança coletiva. Por mais estranho que seja, a mensagem é dada ali.

Levou 5 Oscars com toda a justiça e reergueu um gênero que vinha sendo esquecido, após o fiasco do Vietnã.

CARTAS DE IWO JIMA (Letters from Iwo Jima)

Recebeu 16 nominações para o Oscar e levou apenas uma, mas não faz mal. Na retomada do gênero, esse filme de Clint Eastwood, de 2006, mostrando a invasão da ilha japonesa de Iwo Jima sob o ponto de vista das tropas nipônicas, consegue ser terrivelmente belo, crú, violento e deixa claro o que todos sofreram com a brutalidade das batalhas pela conquista daquele território.

O filme é quase em preto e branco, a cor da ilha. Contado a partir de cartas que teriam sido escritas pelo General Kuribayashi, magnificamente interpretado pelo ator japones Ken Watanabe, segue o padrão tradicional dos filmes de guerra, da preparação até a grande batalha.

O BARCO (Das Boot)

Obra prima do diretor alemão Wolfgang Peterson, produzido em 1981, indicado para 6 Oscars, claustrofóbico e angustiante como o interior de um U-boat deve ser. As cenas mostrando o terror da tripulação ao ser atacada por cargas de profundidade de navios aliados são de um realismo e crueza incomparáveis.

Ótima realização do cinema alemão, exorcizando antigas cicatrizes.

TORA, TORA, TORA (Tora, Tora, Tora)

Superprodução de 1970, destacando Martin Balsam, Joseph Cotten, E.G.Marshall, Jason Robards, Sô Yamamura, Tatsuia Mihasi e Takahiro Tamura, mostrando em detalhes a preparação e o ataque japonês a base de Pearl Habour, que provocou a entrada dos Estados Unidos na guerra.

Ganhou merecidamente o Oscar de melhores efeitos especiais. Um dos melhores e mais bem feitos filmes do gênero até hoje.

*****

E lista continua no próximo post. Não pensem que esqueci “A Ponte do Rio Kwai”, “A Batalha do Bulge” ou o cultuado “A Queda”. Aguardem!

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