A guerra continua: metralhadora no ônibus

“Ladrão com metralhadora morre em tentativa de assalto a ônibus na Avenida Brasil”.

Parece manchete do extinto jornal Luta Democrática, mas é do O Globo mesmo. E quando li, só não cai no chão porque estava sentado diante do computador. Imagino o pânico de quem foi rendido dentro do busão por um bandido com uma submetralhadora MT12 (segundo a polícia), de fabricação nacional, da Taurus, lançada em 1974 e ainda muito usada pela FAB e de diversas polícias militares do país. Esse tipo de arma você sabe como funciona, basta apertar e segurar o gatilho, segura-la com força e disparar rajadas curtas na direção do inimigo, perdão, das quase vítimas.

Só para acalmar os leitores (ou terminar de aterroriza-los), é bom esclarecer que o bandido foi morto por um passageiro que reagiu quando ele anunciou o assalto. Além disso, a polícia descobriu que arma não tinha munição. De qualquer maneira, fica a questão, como uma arma de combate, operacional, cai na mão de um manezão? Até onde sei, todo o armamento das forças armadas e policiais é cadastrada. Seria tão difícil rastrear essa submetralhadora e descobrir quem foi o responsável por uma quase tragédia?

Minha solidariedade ao passageiro do ônibus que, resignadamente declarou à imprensa: “– A gente espera pistola, revólver, faca. Mas metralhadora, nunca. É complicado.”

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