Navio fantasma

Foto: Carlos Emerson Junior

Um navio fantasma nunca termina sua viagem, jamais atraca em porto algum. Ninguém sabe seu nome, sua origem ou a sua tripulação. Que carga carrega, de onde saiu, para onde vai. Contam histórias, sempre tristes, assustadoras, fantasmagóricas. Ouvem rangidos, apitos roucos e longos nas noites de nevoeiro. Alguns são reais, outros apenas imaginação, medo, superstição.

O navio fantasma continuará cortando os mares nas noites escuras, mostrando sua silhueta enferrujada no meio das tempestades para alguns poucos loucos, sonhadores e poetas. Mas atenção, incauto! De repente, na beira de uma estrada, ao lado de um estaleiro qualquer, você pode perceber seu vulto em uma foto perdida em seu celular. E daí, do nada, um calafrio toma conta do seu corpo e acredita que viu um fantasma.

Não se iluda,caro leitor ou caríssima leitora, “é muito mais difícil matar um fantasma do que matar uma realidade”, vaticinava a escritora Virgina Woolf. A história não registra nenhum afundamento de um navio fantasma…

Publicado por Carlos Emerson Junior

Sou carioca, escritor, fotógrafo nas horas vagas, casado. Moro em Nova Friburgo, na Serra Fluminense.

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