Máscaras

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Não serei injusto, até agora, as únicas armas que dispomos para evitar o Covid-19 são o isolamento social e as máscaras de proteção respiratória, sejam elas de TNT, pano, tricoline, descartáveis, reutilizáveis, caseiras, industriais, artesanais, fashion e por aí vai. Sorte nossa! Na última grande guerra a população só dispunha de máscaras contra gases venenosos iguais ao da foto acima, grandes, pesadas, caras e difíceis de encontrar. Só fico torcendo para que nossa dificuldade em lidar com esse vírus não nos obrigue a viver com tal trambolho na cara.

Boa quarentena, amigos.

Foram DOIS mísseis!

Foto: Reuters

O governo do Irã não para de surpreender o mundo. Depois de todas as mentiras sobre a queda do vôo 752, da Ucrânia, logo depois de sua decolagem do aeroporto de Teerã, matando 176 pessoas, mais uma acabou de ser revelada e é terrível: um vídeo (ver mais embaixo) foi publicado em toda a imprensa internacional, mostrando que o Boeing foi derrubado por dois mísseis, jogando por terra a tese de disparo acidental ou nervosismo do atirador.

O primeiro míssel é disparado e acerta o avião, que continua voando. Logo em seguida, um segundo artefato é lançado, também atingindo seu alvo. O aparelho tenta retornar ao aeroporto mas acaba explodindo no ar. Uma covardia sem limites, premeditada sabe-se lá com que intenções. Se era essa a “vingança” dos aiatolás (o mais alto dignitário na hierarquia religiosa xiita), a única reação que eles conseguiram foi o repúdio internacional. Uma barbaridade.

Acidente na Avenida

Foto: Carlos Emerson Jr.

Não deu para fazer fotos, mas imaginem a cena: Avenida Galdino do Valle (a do Rio Bengalas), hoje bem cedo (para aproveitar o sol quente depois de um loooongo inverno), ainda com poucas pessoas caminhando. A mocinha, toda arrumada para o trabalho, vem contra o meu sentido, com um celular nas mãos (seria mais apropriado nos olhos) e um fone de ouvido enfiado nas orelhas, completamente desligada do mundo exterior (eu e os outros andarilhos). Está tão absorta que começa a desviar seu trajeto ligeiramente para a sua direita, ou seja, exatamente em cima de mim. Fui me espremendo até a grade de proteção e até a grade de proteção ela desviou. O resultado? Parei e quando a jovem ia se chocar comigo, estendi os dois braços e a segurei pelos ombros. Caramba, a guria levou um baita susto! Pedi desculpas, ela também e uma senhorinha que vinha logo atrás de mim, encerrou o quase acidente com um sermão sobre o perigo de andar na rua sem prestar atenção. Geração celular! Pois é.

Corvus oculum corvi non eruit

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Um corvo não arranca o olho de outro corvo, enquanto ambos são coniventes e convenientes, enquanto precisarem um do outro. A expressão em latim serve muito bem para o momento político que estamos vivendo nos últimos dias. Supremo, Congresso, Executivo, Judiciário, cheios de corvos unidos para manter a esbórnia existente desde o final da década de 90. Infelizmente, são muitos, frustrante. Corvus oculum corvi non eruit. Os romanos tinham razão.

Tá frio!

Foto: Carlos Emerson Jr.

Quando você pensa que o pior do inverno ficou no dia 31 de julho e daqui para frente o calor volta a aquecer corações, corpos e mentes em Nova Friburgo, a segunda-feira, hoje mesmo, resolve provar que é uma espírito de porco e um ar gelado, úmido, chuvoso toma conta da nossa serra. Resultado, estou digitando essas tremidas linhas, às 18:14, trancado com a Filó dentro do escritório, com um moletom, suéter de lã, xale idem e um aquecedor de ambiente à óleo ligado no máximo nas minhas costas. Ok, confesso, reclamei do veranico a alguns meses atrás. Bem feito, agora o remédio é aguentar a friaca e torcer para que amanhã, pelo menos amanhã, o sol dê as caras. Outro banho na geladeira de hoje eu não mereço! (A propósito, a mínima, segundo a estação do INMET, foi 9,7º)

Rutger Hauer: Lágrimas na Chuva

“’Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portal de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.’”

Roy (Rutger Hauer)

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Infelizmente a hora chegou para o ator holandês Rutger Hauer, o inesquecível e apavorante replicante Roy, de Blade Runner. Ridley Scott, recentemente, revelou que o texto acima foi todo escrito pelo Rutger e achou tão bom que reuniu toda a produção e refilmou a a cena final ainda na mesma madrugada. Ainda bem, ficou bonito, tocante e humano, terrivelmente humano. Para quem, como eu, assistiu Blade Runner umas vinte ou trinta vezes, a partida do ator holandês é uma tristeza só. Mas, cabeça para cima, o show deve continuar. Obrigado por ter me emocionado, Rutger.

Roubando o Rio

A prisão de um procurador do estado do Rio de Janeiro, pela Lava jato, coloca números em um dos maiores escândalos cometidos pelo condenado e presidiário Sérgio Cabral e sua gangue, a construção da Linha 4 do metrô carioca, uma vergonha completa, uma roubalheira na cara de toda a população que ainda teve que aturar os discursos e entrevistas mentirosos do ex-governador, do ex-prefeito e dos organizadores dos Jogos Olímpicos, um bando de ladrões!

O Portal G1 entrega o tamanho do prejuízo do Rio: “em 1998 o projeto da Linha 4 foi orçado em R& 880 milhões. Quando o governador Sérgio Cabral resolveu retomar as obras, o valor passou para R$ 3 bilhões. Em 2016, quando foi inaugurada, o valor total gasto pelos cofres públicos foi R& 9,6 bilhões, 11 vezes mais.” “O governo do estado recebeu R$ 59,2 milhões em propinas e o procurador detido R$ 1,265 milhões da Odebrecht para mudar o trajeto do Metrô.

O pior é que quando a gente pensa que quatro ex-governadores e um ex-presidente presos é o suficiente, figuras estranhas, travestidas de autoridades, surgem vendendo animadamente a construção de um autódromo em Deodoro, bancado pela iniciativa privada. Pois é, você acredita? A cidade do Rio de Janeiro precisa de tudo, mas tudo mesmo e a turma quer empurrar pela goela da população uma obra inútil, destinada a virar mais um elefante branco, já licitada cheia de irregularidades e sob suspeitas do MP. Pelo visto a festa não terminou, não é senhores? Putz!

Para ler as matérias do G1 com essas barbaridades, clique aqui e aqui.

Tapetes de Corpus Christi 2019

Foto: Carlos Emerson Junior

Ontem, 20 de junho, foi o dia da festa de Corpus Christi, instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264, lembrando a caminhada dos peregrinos em busca da Terra Prometida. Como todos os anos, Nova Friburgo parou e se emocionou com os tapetes de sal, confeccionados ainda na madrugada, debaixo de muito frio. Aliás e a propósito, consegui encontrar no A Voz da Serra um breve histórico desta tradição em nossa cidade:

“A confecção de tapetes remete a 1ª década do século passado. Há registros de que em 1902, 1903 já eram feitos os tapetes no Colégio Anchieta. Aliás, de lá saía a procissão de Corpus Christi pela cidade após a Missa Campal, conduzida pelo bispo. O tapete do Colégio Anchieta deu notoriedade a esse ato. Dizem que o tapete de Corpus Christi do Anchieta era um dos maiores do mundo. O último que se teve media aproximadamente 2.800m². De terra é provavelmente o maior. Em termos de tamanho só perdia para um tapete de flores que é feito na Áustria. O tapete foi confeccionado por décadas até os idos de 70, quando o trabalho foi cessado e sendo retomado pelo Profº Antonio Savioli, que foi aluno do Colégio e como aluno ajudava a fazer o tapete. Como diretor, resolveu retomar a tradição que foi interrompida novamente após a saída dele da direção. Mas a história está aí e traz uma série de lindos tapetes com diversas temáticas eucarísticas.” (A Voz da Serra)

Fotos: Carlos Emerson Junior

O tapete que mais me agradou foi feito pelo pessoal do Agenda 21 Nova Friburgo, deixando uma mensagem muito importante para todos nós:

Foto: Carlos Emerson Junior

A casa do João de Barro

Foto: Carlos Emerson Junior

E não é que até aqui na serra todo mundo só quer morar em condomínios? E estou me referindo a todo mundo, inclusive o simpático João de Barro, engenheiro, projetista e construtor incansável, que procura o melhor lugar para abrigar sua família. O seu grande problema é o mesmo de todos nós, a segurança. Uma casa tem que ser forte, para aguentar as intempéries, protegida contra predadores (no nosso caso a bandidagem mesmo), espaçosa o suficiente para acolher todo mundo.

Vizinhos? Sempre é bom, claro, mas é preciso saber conviver numa coletividade com educação, civilidade e respeito. Não sei esses conceitos cabem num “Fornarius Rufus” (o nome científico do nosso construtor) mas como nunca vi brigas em cima de postes de luz, acredito que as aves são de paz. Aliás, aquela história que a gente ouve desde criança que o João de Barro faz sua casa com a abertura oposta do vento da chuva nunca foi comprovada. Taí, mesmo assim, ainda acho que eles são grandes engenheiros.

PS: a foto acima foi feita aqui pertinho de casa, nas Braunes, no já distante ano de 2012 e, se não estou enganado, ilustrou uma de minhas crônicas no A Voz da Serra da época.

Dia dos Namorados?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Hoje é o Dia dos Namorados? Ué, mas não são todos os dias? Vocês acham que quem se gosta mesmo está preocupado com um dia específico para comemorar? Namorado que se preza namora todo santo dia, o dia inteiro se deixarem. E a noite também, claro! Namorados namoram, falam bobagens, riem, contam historinhas, criam expectativas, são felizes e quer saber, provavelmente, nem estão ligando para isso.

A todos os namorados chicletes, aos que ainda conseguem namorar durante uma longa relação, àqueles que namoram mas ainda não sabem e, principalmente, para a minha namorada há quase 50 anos, um Feliz Dia dos Namorados. Todos os dias!

Uma porta

Foto: Carlos Emerson Jr.

Alexander Graham Bell, o cientista considerado um dos pais do telefone, uma vez disse que “quando uma porta se fecha, outra se abre. Mas muitas vezes nós ficamos olhando tanto tempo, tristes, para a porta fechada que nem notamos aquela que se abriu.” Não sei e não consegui descobrir a origem das portas. Sabe-se que é muito antiga e foi inventada, digamos assim, para proteger contra inimigos, animais predadores e o frio. Portas fecham, protegem mas também nos isolam. Saber abrir portas requer sensibilidade, esperança e confiança. Uma porta aberta pode ser simplesmente a saída de casa. Mas, se você ousar sonhar, levam a mundos distantes, caminhos desconhecidos, sonhos esquecidos.

Pois é… Depende de você.

Uma cabra do Tirol

Foto: Carlos Emerson Jr.

O dia 13 de junho de 2009 caiu em um sábado. Eu já estava morando parte da semana em Nova Friburgo e, de comum acordo com a Sra. Emerson, fomos comemorar o nosso 38º aniversário de namoro e 33º de casamento no Bräun & Bräun, em Mury. Para nossa surpresa e alegria, o pessoal da casa nos alojou perto desta simpática cabra tirolesa, curtindo sua cerveja com canudinho (afinal, cabra não tem mãos), nem se importando com o frio de 15º do inverno de nossa cidade. Uma boa recordação!

Uma frase para se esquecer

Foto: Reprodução

Da série “frases que nunca pensei em ouvir”, o “cultuado” ex-presidente Mujica, do Uruguai, indagado sobre os protestos de ontem em Caracas, onde blindados venezuelanos passaram por cima de manifestantes que protestavam contra o governo Maduro, me veio com essa:

Os manifestantes venezuelanos não deveriam ficar na frente dos tanques”.

Que vergonha, Mujica, esqueceu do incidente da Praça Celestial, em Pequim? Só pode! Pelo visto nunca ouviu falar de Resistência Pacífica. Ou pior, culpa as vítimas! Pois é… Uma frase para se esquecer. Fiquei tão chocado com as imagens da TV venezuelana (abaixo) que preferi terminar o post com a famosa foto do Jeff Widner, da Associated Press, feita da janela do seu hotel. Pelo menos nos inspira.

Foto: Jeff Widner (AP)

O amigo do amigo de meu pai

Foto: Revista Isto É

Mal sabia Marcelo Odebrecht que sua curiosa frase em (mais) uma delação premiada mostraria que, como muita gente boa já suspeitava, alguns ministros da suprema corte brasileira são autoritários, arrogantes, tem desmedido apego ao poder e tudo isso faz com que confundam o cargo que ora exercem com a própria instituição onde legislam. Um país onde magistrados investigam, julgam, censuram, intimam e prendem, não pode ser chamado de democrático. Pois é, o amigo do amigo de meu pai…

A glória é efêmera

Quando um general da Roma Antiga retornava vitorioso, era homenageado publicamente desfilando com suas legiões pelas ruas da cidade. Nesse dia, ele usava uma coroa de louro e vestia-se com uma toga bordada de roxo e ouro. Em uma quadriga, carruagem com quatro cavalos, desarmado, vinha a frente dos soldados, prisioneiros e despojos de suas batalhas. Entretanto, durante toda a cerimônia, na mesma carruagem e bem atrás do general, um escravo sussurrava em seus ouvidos o tempo todo: “olhe para trás. Lembre-se de que és um homem e toda a glória é efêmera”.

Pois é! A historinha é de Roma mas reparem, serve muito bem para o Brasil.

Voos do Rio

Foto: Varig

Li por acaso um “tuite” do escritor Aguinaldo Silva, reclamando que a partir de primeiro de abril,os vôos diretos do Rio para Nova York não existirão mais. Pior, a opção com escalas (o famoso e famigerado parador) começa com pulo até Brasília, quase que no caminho para trás! Aliás, uma rápida “googlada” mostrou uma matéria da Latam informando que suas rotas Rio – Miami e Rio – Orlando também serão encerradas a partir da mesma data. Seria uma brincadeira do “Dia da Mentira”?

Infelizmente, não. Segundo a American Airlines, o cancelamento da tradicional rota até Nova York (que teve origem em 1920, com hidroaviões da Pan Am, que pousavam na Baía da Guanabara), foi a queda da demanda, reflexo da crise financeira agravada pelos desmandos e roubalheiras dos dois últimos governadores do nosso combalido Estado do Rio, os notórios Sérgio Cabral e Pezão. Como a recuperação será lenta (os rombos continuam aparecendo), nosso futuro ainda é incerto.

Que pena. Uma cidade que já recebeu voos desde o dirigível alemão Hindenburg até o supersônico Concorde, não merecia mais essa perda. Para mim, fica a saudade dos vôos da Varig, pontuais, seguros e confortáveis, lembrança de uma época que o Rio ainda era a Cidade Maravilhosa.

Alegoria

Foto: Carlos Emerson Jr.

Quando alguém conta uma história, é bom ter em mente que, além da que você ouviu, existe uma versão diferente do outro lado do caso. Saber qual das duas é a verdade é o objetivo, isso se você não descobrir um terceiro lado, oculto, sombrio, esquecido, que pode provocar uma reviravolta em toda a conversa. Em tempos de redes sociais e mídias raivosas e partidárias, todo o cuidado é pouco. A palavra de ordem é desinformação, ou pior, a meia verdade, onde a brasa da sardinha é sempre puxada para um só lado (o certo, por óbvio, julgam eles).

Muita gente conhecida, querida até, está nessa aí. É pena. Talento jogado no lixo. Como uma alegoria usada no Carnaval.

Solidários, sempre.

Falam mal dos brasileiros. Que somos preguiçosos, ignorantes, violentos, desonestos, sem caráter, uns canibais mesmo. Pois é, dizem tudo isso por aí… No entanto, hoje, vendo o sofrimento do maquinista do trem, preso nas ferragens por mais de sete horas, assistindo o esforço quase sobre humano do pessoal do Corpo de Bombeiros, lutando contra o aço que insistia em manter o seu refém e a população angustiada diante de mais uma tragédia desse sombrio ano de 2019, agarrei-me ao sentimento que, apesar de nossos defeitos, somos solidários, sempre! Seja uma criança perdida em um shopping center, um idoso indeciso para atravessar uma rua, um tentativa de estupro em um bar (aconteceu ontem, no Leblon), até o colapso de uma represa em cima de cidades inteiras, se você precisar de ajuda, qualquer uma, logo aparece um de nós para socorrer, consolar, amparar, muitas vezes se expondo ao perigo e arriscando a própria vida.

Fiquei triste com a morte do maquinista do trem. Meus sentimentos para a família, os colegas e amigos. Sofremos juntos de vocês todos.. Mas tenho que deixar registrado o meu orgulho pela solidariedade, dedicação e persistência dos nossos Bombeiros, mais uma vez, os verdadeiros Heróis do Brasil. Temos que bater no peito e nos orgulhar, somos solidários!

Dias de calor

Foto: Carlos Emerson Jr.

Você mora na serra fluminense. Sua cidade é considerada a mais fria do estado. No inverno as temperaturas chegam ao zero absoluto e geadas são comuns na zona rural. Reza a lenda que até já nevou. Seu bairro fica em cima de um morro, bem na frente da montanha que separa sua cidade da baixada. Mais arejado e ventilado, impossível. No entanto, o verão veio forte e lá na sua cozinha, ao lado da janela, o velho termômetro avisa que a temperatura chegou a inacreditáveis 30º à sombra, ou melhor, dentro de sua casa.

É o fim do mundo, diriam os ambientalistas, aplaudidos de pé por cariocas calorentos, como este que vos fala. Como assim, 30º? Cadê a chuva? O frio? A geada? Foi com o maior prazer que dei adeus para o Rio e me mandei atrás de paz, segurança, sossego e um pouco de frio, não necessariamente nessa ordem, é claro. Com que direito uma onda de calor – que veio pelo mar – invade minhas montanhas, minha cidade, minha casa, meu bem-estar?

Pois é, fica registrado o meu protesto indignado contra esses dias de calor que estão assolando nossa querida Nova Friburgo. Tem quem goste, é claro. A turma que ama descer a serra para as praias fluminenses está fazendo a maior festa. Deixa estar. Qualquer hora dessas Friburgo volta a ser Friburgo e uma frente fria, daquelas que chegam aos 12, 13º estaciona por aqui durante, digamos, uma semana e tudo volta a ser como era.

Um baita frio!

A tragédia do Brasil

Foto: Andre Penner/AP Photos

Os números falam por si: 121 mortos, 205 desaparecidos, um rio morto, plantações, casas, vidas destruídas, centenas ou talvez milhares de animais de todos os tipos perdidos para sempre e um enorme desalento e desesperança com mais uma tragédia anunciada que sacudiu o nosso país em Brumadinho, Minas Gerais.

É inconcebível que o mesmo tipo de desastre tenha se repetido com a mesma empresa, no mesmo estado, quatro anos depois. O que nos leva a outra reflexão, a impunidade, a morosidade da justiça, o desinteresse das autoridades responsáveis, a certeza de que o assunto será esquecido dentro de mais uns dez dias, como bem disse o colunista Ricardo Boechat em seu editorial de hoje, na Band News.

Pois é… Torço para que desta vez estejamos todos errados e a justiça será feita, doa a quem doer, sem ver cara, cor, títulos e poder. Em algum momento, o Brasil vai ter qie dar um basta nessa postura imperial, onde uns são melhores e mais imprescindíveis do que os outros. Que esse basta seja agora!