Bicho Pau, o filme

Vocês conhecem o Bicho Pau? Pois é, eu já tinha até feito um post sobre ele no ano passado, o Bicho Pau, um curioso inseto, considerado um mestre da mimetização, além de ser um dos maiores do mundo, podendo atingir até 60 centímetros) claro. Depois disso já cruzei com outros exemplares simplesmente completamente imóveis, andando em árvores (dificílimo de ver e fotografar, o danado muda de cor ou procura um tronco apropriado e simplesmente desaparece) e esse aí do filme, que entrou (possivelmente por engano) na varanda, olhou para mim, não gostou do viu e seguiu seu caminho em direção ao telhado. Bom viagem, meu caro.

A propósito, o Bicho Pau é um inseto do bem, não passa doenças, não ataca e, na dúvida, some de nossa vista. Existem cerca de 3.000 espécies ao redor do planeta e mais de 220 aqui no Brasil, principalmente na região Amazônica e na Mata Atlântica, por acaso exatamente onde atualmente moro. Mais informações sobre o simpático e original bichinho podem ser obtidas aqui e acolá. O filmete foi feito hoje mesmo (dia 29/8/2020), por volta do meio dia.

Adeus, FIló

Adeus, minha amiga. Ou melhor, até algum dia, quando eu me for e te encontrar me esperando, alegre, disposta e saudável, pulando alegre, como você fez tantas e tantas vezes nesses dez anos que convivemos juntos. Adeus, minha amiga. Se você, por um acaso, conhecer meus pais, dê um sorriso para eles e se for possível, diga que estou morrendo de saudades. Adeus, minha amiga, perdoe meus momentos de mau humor, minha insegurança, minhas dúvidas. Adeus, minha amiga, obrigado pela companhia, pelos passeios, brincadeiras e carinhos. Fique com Deus e tenha certeza que estou sentindo muito sua falta.

Adeus, Filó.

Copacabana

Foto: Carlos Emerson Jr.

O ano de 1950 foi bem animado: em fevereiro a escola de samba Império Serrano ganhou o desfile com o tema Batalha Naval do Riachuelo. Em junho foi inaugurado o Estádio Municipal do Maracanã e alguns dias depois começava a IV Copa do Mundo de Futebol, vencida pelo Uruguai. Já em setembro, era inaugurada em São Paulo a primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi. Em outubro Getúlio Vargas foi eleito presidente do país e nesse mesmo mês, no dia 15, na Maternidade Arnaldo de Moraes, em Copacabana, eu nasci. 

Perdoem a brincadeira mas convenhamos, a “Princesinha do Mar” era um ótimo lugar para se nascer. Morava a uma quadra da praia, no Posto Seis, onde o mar é sempre calmo, ao lado de uma pracinha feita sob medida para a criançada,  perto da escola, tinha onde andar de patins e bicicleta, uns 7 cinemas à disposição na vizinhança, bailes de carnaval infantis e fogueiras de São João nas areias da praia. 

 Não por acaso morei lá por 43 anos! 

Vida que segue, casei e me mudei, o tempo passou na janela até que um dia entra pelos meus ouvidos uma antiga canção de Braguinha e Alberto Ribeiro, gravada pelo Dick Farney em 1946 e cantarolada o tempo todo pelos meus pais, a belíssima “Copacabana”, aquela que diz “Copacabana, Princesinha do Mar, pelas manhãs tu és a vida a cantar”.  Bateu uma saudade! De longe, a gente acaba valorizando as boas lembranças e meu querido bairro, nos anos 50, era especial.

Para a rapaziada de hoje que não conhece a canção e muito menos o Dick Farney, excelente cantor de jazz e música brasileira, vale ouvir o vídeo abaixo, deixar a imaginação voar e se sentir em outros tempos, sem dúvida uma época que não volta mais.

Um abração!

Máscaras

Google Imagens

Não serei injusto, até agora, as únicas armas que dispomos para evitar o Covid-19 são o isolamento social e as máscaras de proteção respiratória, sejam elas de TNT, pano, tricoline, descartáveis, reutilizáveis, caseiras, industriais, artesanais, fashion e por aí vai. Sorte nossa! Na última grande guerra a população só dispunha de máscaras contra gases venenosos iguais ao da foto acima, grandes, pesadas, caras e difíceis de encontrar. Só fico torcendo para que nossa dificuldade em lidar com esse vírus não nos obrigue a viver com tal trambolho na cara.

Boa quarentena, amigos.

Foram DOIS mísseis!

Foto: Reuters

O governo do Irã não para de surpreender o mundo. Depois de todas as mentiras sobre a queda do vôo 752, da Ucrânia, logo depois de sua decolagem do aeroporto de Teerã, matando 176 pessoas, mais uma acabou de ser revelada e é terrível: um vídeo (ver mais embaixo) foi publicado em toda a imprensa internacional, mostrando que o Boeing foi derrubado por dois mísseis, jogando por terra a tese de disparo acidental ou nervosismo do atirador.

O primeiro míssel é disparado e acerta o avião, que continua voando. Logo em seguida, um segundo artefato é lançado, também atingindo seu alvo. O aparelho tenta retornar ao aeroporto mas acaba explodindo no ar. Uma covardia sem limites, premeditada sabe-se lá com que intenções. Se era essa a “vingança” dos aiatolás (o mais alto dignitário na hierarquia religiosa xiita), a única reação que eles conseguiram foi o repúdio internacional. Uma barbaridade.

Acidente na Avenida

Foto: Carlos Emerson Jr.

Não deu para fazer fotos, mas imaginem a cena: Avenida Galdino do Valle (a do Rio Bengalas), hoje bem cedo (para aproveitar o sol quente depois de um loooongo inverno), ainda com poucas pessoas caminhando. A mocinha, toda arrumada para o trabalho, vem contra o meu sentido, com um celular nas mãos (seria mais apropriado nos olhos) e um fone de ouvido enfiado nas orelhas, completamente desligada do mundo exterior (eu e os outros andarilhos). Está tão absorta que começa a desviar seu trajeto ligeiramente para a sua direita, ou seja, exatamente em cima de mim. Fui me espremendo até a grade de proteção e até a grade de proteção ela desviou. O resultado? Parei e quando a jovem ia se chocar comigo, estendi os dois braços e a segurei pelos ombros. Caramba, a guria levou um baita susto! Pedi desculpas, ela também e uma senhorinha que vinha logo atrás de mim, encerrou o quase acidente com um sermão sobre o perigo de andar na rua sem prestar atenção. Geração celular! Pois é.

Corvus oculum corvi non eruit

Google Imagem

Um corvo não arranca o olho de outro corvo, enquanto ambos são coniventes e convenientes, enquanto precisarem um do outro. A expressão em latim serve muito bem para o momento político que estamos vivendo nos últimos dias. Supremo, Congresso, Executivo, Judiciário, cheios de corvos unidos para manter a esbórnia existente desde o final da década de 90. Infelizmente, são muitos, frustrante. Corvus oculum corvi non eruit. Os romanos tinham razão.

Tá frio!

Foto: Carlos Emerson Jr.

Quando você pensa que o pior do inverno ficou no dia 31 de julho e daqui para frente o calor volta a aquecer corações, corpos e mentes em Nova Friburgo, a segunda-feira, hoje mesmo, resolve provar que é uma espírito de porco e um ar gelado, úmido, chuvoso toma conta da nossa serra. Resultado, estou digitando essas tremidas linhas, às 18:14, trancado com a Filó dentro do escritório, com um moletom, suéter de lã, xale idem e um aquecedor de ambiente à óleo ligado no máximo nas minhas costas. Ok, confesso, reclamei do veranico a alguns meses atrás. Bem feito, agora o remédio é aguentar a friaca e torcer para que amanhã, pelo menos amanhã, o sol dê as caras. Outro banho na geladeira de hoje eu não mereço! (A propósito, a mínima, segundo a estação do INMET, foi 9,7º)

Rutger Hauer: Lágrimas na Chuva

“’Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portal de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.’”

Roy (Rutger Hauer)

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Infelizmente a hora chegou para o ator holandês Rutger Hauer, o inesquecível e apavorante replicante Roy, de Blade Runner. Ridley Scott, recentemente, revelou que o texto acima foi todo escrito pelo Rutger e achou tão bom que reuniu toda a produção e refilmou a a cena final ainda na mesma madrugada. Ainda bem, ficou bonito, tocante e humano, terrivelmente humano. Para quem, como eu, assistiu Blade Runner umas vinte ou trinta vezes, a partida do ator holandês é uma tristeza só. Mas, cabeça para cima, o show deve continuar. Obrigado por ter me emocionado, Rutger.