Tá frio!

Foto: Carlos Emerson Jr.

Quando você pensa que o pior do inverno ficou no dia 31 de julho e daqui para frente o calor volta a aquecer corações, corpos e mentes em Nova Friburgo, a segunda-feira, hoje mesmo, resolve provar que é uma espírito de porco e um ar gelado, úmido, chuvoso toma conta da nossa serra. Resultado, estou digitando essas tremidas linhas, às 18:14, trancado com a Filó dentro do escritório, com um moletom, suéter de lã, xale idem e um aquecedor de ambiente à óleo ligado no máximo nas minhas costas. Ok, confesso, reclamei do veranico a alguns meses atrás. Bem feito, agora o remédio é aguentar a friaca e torcer para que amanhã, pelo menos amanhã, o sol dê as caras. Outro banho na geladeira de hoje eu não mereço! (A propósito, a mínima, segundo a estação do INMET, foi 9,7º)

Rutger Hauer: Lágrimas na Chuva

“’Eu vi coisas que vocês não imaginariam. Naves de ataque em chamas ao largo de Órion. Eu vi raios-c brilharem na escuridão próximos ao Portal de Tannhäuser. Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva. Hora de morrer.’”

Roy (Rutger Hauer)

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Infelizmente a hora chegou para o ator holandês Rutger Hauer, o inesquecível e apavorante replicante Roy, de Blade Runner. Ridley Scott, recentemente, revelou que o texto acima foi todo escrito pelo Rutger e achou tão bom que reuniu toda a produção e refilmou a a cena final ainda na mesma madrugada. Ainda bem, ficou bonito, tocante e humano, terrivelmente humano. Para quem, como eu, assistiu Blade Runner umas vinte ou trinta vezes, a partida do ator holandês é uma tristeza só. Mas, cabeça para cima, o show deve continuar. Obrigado por ter me emocionado, Rutger.

Roubando o Rio

A prisão de um procurador do estado do Rio de Janeiro, pela Lava jato, coloca números em um dos maiores escândalos cometidos pelo condenado e presidiário Sérgio Cabral e sua gangue, a construção da Linha 4 do metrô carioca, uma vergonha completa, uma roubalheira na cara de toda a população que ainda teve que aturar os discursos e entrevistas mentirosos do ex-governador, do ex-prefeito e dos organizadores dos Jogos Olímpicos, um bando de ladrões!

O Portal G1 entrega o tamanho do prejuízo do Rio: “em 1998 o projeto da Linha 4 foi orçado em R& 880 milhões. Quando o governador Sérgio Cabral resolveu retomar as obras, o valor passou para R$ 3 bilhões. Em 2016, quando foi inaugurada, o valor total gasto pelos cofres públicos foi R& 9,6 bilhões, 11 vezes mais.” “O governo do estado recebeu R$ 59,2 milhões em propinas e o procurador detido R$ 1,265 milhões da Odebrecht para mudar o trajeto do Metrô.

O pior é que quando a gente pensa que quatro ex-governadores e um ex-presidente presos é o suficiente, figuras estranhas, travestidas de autoridades, surgem vendendo animadamente a construção de um autódromo em Deodoro, bancado pela iniciativa privada. Pois é, você acredita? A cidade do Rio de Janeiro precisa de tudo, mas tudo mesmo e a turma quer empurrar pela goela da população uma obra inútil, destinada a virar mais um elefante branco, já licitada cheia de irregularidades e sob suspeitas do MP. Pelo visto a festa não terminou, não é senhores? Putz!

Para ler as matérias do G1 com essas barbaridades, clique aqui e aqui.

Tapetes de Corpus Christi 2019

Foto: Carlos Emerson Junior

Ontem, 20 de junho, foi o dia da festa de Corpus Christi, instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264, lembrando a caminhada dos peregrinos em busca da Terra Prometida. Como todos os anos, Nova Friburgo parou e se emocionou com os tapetes de sal, confeccionados ainda na madrugada, debaixo de muito frio. Aliás e a propósito, consegui encontrar no A Voz da Serra um breve histórico desta tradição em nossa cidade:

“A confecção de tapetes remete a 1ª década do século passado. Há registros de que em 1902, 1903 já eram feitos os tapetes no Colégio Anchieta. Aliás, de lá saía a procissão de Corpus Christi pela cidade após a Missa Campal, conduzida pelo bispo. O tapete do Colégio Anchieta deu notoriedade a esse ato. Dizem que o tapete de Corpus Christi do Anchieta era um dos maiores do mundo. O último que se teve media aproximadamente 2.800m². De terra é provavelmente o maior. Em termos de tamanho só perdia para um tapete de flores que é feito na Áustria. O tapete foi confeccionado por décadas até os idos de 70, quando o trabalho foi cessado e sendo retomado pelo Profº Antonio Savioli, que foi aluno do Colégio e como aluno ajudava a fazer o tapete. Como diretor, resolveu retomar a tradição que foi interrompida novamente após a saída dele da direção. Mas a história está aí e traz uma série de lindos tapetes com diversas temáticas eucarísticas.” (A Voz da Serra)

Fotos: Carlos Emerson Junior

O tapete que mais me agradou foi feito pelo pessoal do Agenda 21 Nova Friburgo, deixando uma mensagem muito importante para todos nós:

Foto: Carlos Emerson Junior

A casa do João de Barro

Foto: Carlos Emerson Junior

E não é que até aqui na serra todo mundo só quer morar em condomínios? E estou me referindo a todo mundo, inclusive o simpático João de Barro, engenheiro, projetista e construtor incansável, que procura o melhor lugar para abrigar sua família. O seu grande problema é o mesmo de todos nós, a segurança. Uma casa tem que ser forte, para aguentar as intempéries, protegida contra predadores (no nosso caso a bandidagem mesmo), espaçosa o suficiente para acolher todo mundo.

Vizinhos? Sempre é bom, claro, mas é preciso saber conviver numa coletividade com educação, civilidade e respeito. Não sei esses conceitos cabem num “Fornarius Rufus” (o nome científico do nosso construtor) mas como nunca vi brigas em cima de postes de luz, acredito que as aves são de paz. Aliás, aquela história que a gente ouve desde criança que o João de Barro faz sua casa com a abertura oposta do vento da chuva nunca foi comprovada. Taí, mesmo assim, ainda acho que eles são grandes engenheiros.

PS: a foto acima foi feita aqui pertinho de casa, nas Braunes, no já distante ano de 2012 e, se não estou enganado, ilustrou uma de minhas crônicas no A Voz da Serra da época.

Dia dos Namorados?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Hoje é o Dia dos Namorados? Ué, mas não são todos os dias? Vocês acham que quem se gosta mesmo está preocupado com um dia específico para comemorar? Namorado que se preza namora todo santo dia, o dia inteiro se deixarem. E a noite também, claro! Namorados namoram, falam bobagens, riem, contam historinhas, criam expectativas, são felizes e quer saber, provavelmente, nem estão ligando para isso.

A todos os namorados chicletes, aos que ainda conseguem namorar durante uma longa relação, àqueles que namoram mas ainda não sabem e, principalmente, para a minha namorada há quase 50 anos, um Feliz Dia dos Namorados. Todos os dias!

Uma porta

Foto: Carlos Emerson Jr.

Alexander Graham Bell, o cientista considerado um dos pais do telefone, uma vez disse que “quando uma porta se fecha, outra se abre. Mas muitas vezes nós ficamos olhando tanto tempo, tristes, para a porta fechada que nem notamos aquela que se abriu.” Não sei e não consegui descobrir a origem das portas. Sabe-se que é muito antiga e foi inventada, digamos assim, para proteger contra inimigos, animais predadores e o frio. Portas fecham, protegem mas também nos isolam. Saber abrir portas requer sensibilidade, esperança e confiança. Uma porta aberta pode ser simplesmente a saída de casa. Mas, se você ousar sonhar, levam a mundos distantes, caminhos desconhecidos, sonhos esquecidos.

Pois é… Depende de você.

Uma cabra do Tirol

Foto: Carlos Emerson Jr.

O dia 13 de junho de 2009 caiu em um sábado. Eu já estava morando parte da semana em Nova Friburgo e, de comum acordo com a Sra. Emerson, fomos comemorar o nosso 38º aniversário de namoro e 33º de casamento no Bräun & Bräun, em Mury. Para nossa surpresa e alegria, o pessoal da casa nos alojou perto desta simpática cabra tirolesa, curtindo sua cerveja com canudinho (afinal, cabra não tem mãos), nem se importando com o frio de 15º do inverno de nossa cidade. Uma boa recordação!

Uma frase para se esquecer

Foto: Reprodução

Da série “frases que nunca pensei em ouvir”, o “cultuado” ex-presidente Mujica, do Uruguai, indagado sobre os protestos de ontem em Caracas, onde blindados venezuelanos passaram por cima de manifestantes que protestavam contra o governo Maduro, me veio com essa:

Os manifestantes venezuelanos não deveriam ficar na frente dos tanques”.

Que vergonha, Mujica, esqueceu do incidente da Praça Celestial, em Pequim? Só pode! Pelo visto nunca ouviu falar de Resistência Pacífica. Ou pior, culpa as vítimas! Pois é… Uma frase para se esquecer. Fiquei tão chocado com as imagens da TV venezuelana (abaixo) que preferi terminar o post com a famosa foto do Jeff Widner, da Associated Press, feita da janela do seu hotel. Pelo menos nos inspira.

Foto: Jeff Widner (AP)

O amigo do amigo de meu pai

Foto: Revista Isto É

Mal sabia Marcelo Odebrecht que sua curiosa frase em (mais) uma delação premiada mostraria que, como muita gente boa já suspeitava, alguns ministros da suprema corte brasileira são autoritários, arrogantes, tem desmedido apego ao poder e tudo isso faz com que confundam o cargo que ora exercem com a própria instituição onde legislam. Um país onde magistrados investigam, julgam, censuram, intimam e prendem, não pode ser chamado de democrático. Pois é, o amigo do amigo de meu pai…