Onde estão as passeatas?

Eva Tudor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel abrem uma passeata contra a censura, no longínquo ano de 1968. A foto é do Ziraldo.

Cenas como essa existem aos montes na internet, mostrando comícios, piquetes, brigas com a polícia, enfim, manifestações populares em uma época que era preciso ter muito cuidado e pensar o mais silenciosamente possível.

Hoje, mais de quarenta anos depois, podemos nos reunir à vontade e temos, inclusive, leis garantindo nosso direito de protestar. Ao contrário daqueles anos perdidos, pensar é um bem sagrado.

E no entanto nos calamos, vergonhosamente, diante de todos os desmandos que afligem nosso dia a dia. Um menino é brutalizado nas ruas do Rio e temos que ouvir dois presidentes, o da República e o do STF declarar que o “mal está feito”, “não podemos agir ao calor das emoções”! Uma menina de 13 anos leva uma bala perdida na coluna, que vai lhe deixar sequelas para o resto da vida. Três franceses são torturados e trucidados por orientação de um ex-menor de rua, que foi por eles abrigado por mais de 10 anos.

É a completa banalização da vida humana!

Políticos mensaleiros, sanguessugas, indiciados pela justiça, corruptos e canalhas de todos os matizes que não tem pudor de subir à tribuna daquela que deveria ser a Casa do Povo, para nos envergonhar com a sua impunidade. Fico espantado, poruqe era jovem em 1968 e acreditava que aquelas mobilizações, algumas ingênuas até, poderiam nos conduzir a um futuro melhor.

Que engano… Conseguimos a liberdade e não nos mobilizamos mais, não reclamamos, não nos indignamos. Aceitamos passivamente todo o tipo de barbaridades e nos conformamos em ser meros espectadores, cúmplices de facínoras assassinos e corruptos contumazes. E o mais triste, esperando a nossa vez de ir para o abatedouro…

Não precisamos nem queremos mais líderes ou políticos pra nos conduzir, isso é bobagem, já bastam os que estão no Congresso. Enquanto ficarmos quietos, esses bandidos continuarão com suas quadrilhas e muitos satisfeitos com o povo brasileiro. Para iniciar uma manifestação, basta uma fila inicial de 4 ou 5 pessoas com os braços dados e não ter medo de gritar nossa revolta.

Afinal, por para ter esse Brasil que tanta gente deu a vida?

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Esta crônica foi publicada no meu antigo Blog do Cejunior, no começo do ano de 2007. Estou trazendo para cá porque, guardadas as proporções, o friburguense continua anestesiado com a tragédia ambiental que destruiu nossa cidade e não tem mostrado nenhuma reação ao pouco caso com que a cidade está sendo tratada.

Cinco meses já se passaram e nada foi feito, a não ser muito blá-blá-blá, visitas de autoridades prá cá e prá lá, discursos e reuniões inócuas. Enquanto isso, assistimos o loteamento político da cidade e torcemos para que as chuvas do verão de 2012 não sejam tão fortes.

Lamentável.

Alérgicos e cães vivendo juntos

Carlos Emerson Jr.
Filo

Você é asmático ou alérgico (ou pior, as duas coisas juntas) e tem cachorro? Então não deixe de ler o artigo a seguir que eu trouxe lá do Blog da Alergia, com boas novas para quem ama os peludos!

“Há muita controvérsia neste tema e não é nossa intenção ditar regras. Nem toda pessoa que tem asma ou rinite tem também alergia aos cães. Cada caso é um caso e cada pessoa é única, sendo impossível emitir um parecer que sirva igualmente para todos.

Este tema surgiu a partir de um estudo publicado na Revista de Pediatria em Outubro de 2010, mostrando que ter um cão em casa diminui o risco de as crianças com antecedentes familiares de alergias desenvolverem eczema. O mesmo não se verifica se o animal de estimação for um gato. Neste caso, os riscos aumentam significativamente. O estudo foi realizado na Universidade de Cincinnati e publicado no Journal of Pediatrics.

A polêmica já havia se instalado a partir da teoria da higiene, que teve seu auge na década passada, defendendo a tese de que o aumento da prevalência da alergia nos últimos anos pode ser atribuído ao excesso de higiene no mundo moderno, incluindo o menor contato de crianças e adultos com animais e com a natureza.

Então, vamos aos fatos:

1) Pontos a favor para a presença de um cão em sua casa

– Algumas raças de cães são excelentes companhias para crianças e adultos (em especial idosos).
– Cães necessitam sair pelo menos duas vezes ao dia, estimulando assim a vida ao ar livre e as caminhadas.
– Donos de cães tendem a interagir, ou seja, a presença do cão pode contribuir para combater a timidez e melhorar o contato social.
– Cães têm a capacidade de amar, o que pode ser uma grande aquisição tanto para crianças como para adultos.

2) Desvantagens de ter um cão:

– Cerca de 30% de portadores de asma e rinite alérgica podem ter crises desencadeadas pelo contato com cães.
– A presença do animal de estimação pode contribuir para aumento de ácaros na residência, já que seu alimento preferido é a descamação da pele, além das partículas que podem se tornar alergênicas (ou seja, provocadoras de alergia).
– Algumas pessoas são alérgicas ao pelo dos cães e pioram sua alergia ao contato com o animal.

3) E o que fazer se você já tem um cão?

– Se você mora em uma casa, acostume seu cão a ficar fora de casa. Num apartamento, é possível treinar o animal para que circule preferentemente fora da área social. Uma opção é colocar uma porta (vendida em lojas pet) para limitar seu acesso.
– Não deixe que o cão suba em estofados e camas. Escolha uma cadeira que seja liberada para o cão e ensine a ele
– Não permita que o cão suba e durma em sua cama.
– Arejar a casa e intensificar os cuidados com a limpeza da casa: limpe diariamente com pano úmido, evitando vassouras e espanadores.
– Retire tapetes, carpetes, objetos que acumulem pó para facilitar a limpeza.
– Escove o animal periodicamente, mas tenha o cuidado de fazê-lo fora de casa. O cão deve ser banhado semanalmente.”

A autora deste texte é asmática e alérgica (que azar) e, seguindo as regrinhas aí de cima, convive muitíssimo bem com a nossa querida Maria Filomena, vulgo Filó, para os mais íntimos.

Um bom domingo para todos!

Texto: Blog da Alergia
Foto: Carlos Emerson Junior
Modelo: Maria Filomena (Filó)

Uma entrevista

Aí estão os vídeos com minha participação no programa Conexão Luau, da Luau TV Nova Friburgo, conduzido com muita simpatia e eficiência pela Luzêni Neres, gentilmente disponibilizados pela emissora. Conversamos durante uma hora sobre blogs, redes sociais e como essas ferramentas foram úteis para Nova Friburgo, no desastre ambiental de janeiro passado.

Primeira parte:

Segunda parte:

Terceira parte:

Eu tenho um Kindle

kindle
.
Por Fatima Emerson

Gosto da tecnologia e das novidades informáticas, mas tenho muita dificuldade em aderir a novos “ gadgets” . De longe eu já tinha uma certa simpatia pelo Kindle pois gosto de ler e como sou alérgica nunca fui estimulada a ter muitos livros em casa. Antigamente era adepta das bibliotecas, mas com a vida moderna ficou difícil achar tempo para este gostinho.

Logo que soube do lançamento de um leitor de livros, a possibilidade de guardar milhares de livros sem poeira me atraiu. E… ganhei um Kindle!

De cara, gostei do seu visual, da tela, do tamanho, do peso. E hoje, após meses de uso, faço um balanço:

Vantagens

– Sem dúvida, o formato que aliado ao peso tornam confortável a leitura.
– A cor da tela e a ausência do brilho tornam a leitura agradável, sem cansar a visão.
– A facilidade do uso: aprendi logo a manejar, o que não é meu feitio. È bem simples, deixando os menos aficionados como eu bem à vontade.
– A bateria é duradoura, sendo facilmente carregada na entrada USB do computador.
– Ler o jornal bem cedinho, em especial nos domingos e dias de preguiça.
– Transformei os meus livros em PDF para permitir a leitura no Kindle. Tá, não são muitos, mas são filhos amorosos que tenho.

Desvantagens:

– Senti falta de um estojo para proteger o aparelho, com espaço para guardar junto o cabo do carregador da bateria.
– A monocromia. Figuras, desenhos e fotos ficam bem prejudicadas.
– Ficar preso à Amazon e seus títulos.
– Poucos livros interessantes em português – pelo menos para quem não aprecia Paulo Coelho, como eu.
– Livros técnicos antigos: Senti falta de títulos mais recentes. Bem, confesso que tenho dúvidas se esta é uma deficiência do Kindle ou minha, com a minha reconhecida dificuldade em navegar em mares virtuais.

No frigir dos ovos, passada a novidade inicial, continuo apreciando o meu Kindle. Vislumbro uma amizade duradoura, entremeada por momentos muito agradáveis de leitura e relaxamento.

Descaso com animais usados para passeios em Nova Friburgo provoca onda de protestos na internet

Simone Candida (O Globo)

RIO – Num cenário que ainda é de reconstrução – com muita poeira, buracos e pouquíssimos turistas – os cavalos e jumentos que tradicionalmente eram usados para passeios no entorno da Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, voltaram ao trabalho. No entanto, a cena dos animais expostos ao sol forte, diante de um bebedouro quebrado e cercados de escombros, anda causando revolta em alguns moradores e visitantes. Sensibilizado, o administrador de empresas friburguense Carlos Emerson Junior, de 60 anos, fotografou no último domingo um grupo de sete cavalos parados na pracinha e postou a imagem em seu blog. A foto foi compartilhada por amigos e protetores de animais no Facebook, causando uma onda de protestos na rede social.

– Estive lá e não gostei nada do que vi. O local onde os animais deveriam ter água corrente, ainda está semidestruído e com apenas um restinho de água suja da chuva. Isso é uma maldade. O trenzinho que levava os turistas para passear ainda não voltou, mas os animais foram obrigados a ficar lá. Para piorar, fui informado que a Coordenadoria do Bem Estar Animal, a quem eu poderia denunciar o que vi, não abre nos finais de semana. Ou seja: se você vê um caso assim tem que esperar até segunda-feira para denunciar – diz Carlos Emerson, que, diante da impossibilidade de achar um fiscal da prefeitura, decidiu fazer a denúncia em seu blog .

Procurada pelo GLOBO, a responsável pela Coordenadoria de Bem Estar Animal de Nova Friburgo (Coobea), Carla Freire, informou que, apesar de achar que ainda não era hora de os bichos voltarem, a prefeitura não pode impedir os proprietários de levarem os burricos e cavalinhos de volta ao ponto turístico. Mas, diante do grande número de reclamações, ela promete ir até lá no próximo final de semana para verificar as denúncias. Nova Friburgo foi a cidade da região serrana mais devastada pelas enxurradas ocorridas em janeiro.

Proprietária de um apartamento no Centro de Friburgo, a comerciante Ana Martha de Lima, de 45 anos, conta que esteve lá na semana passada e também ficou com muita dó dos cavalos:

– Eu costumo passar finais de semana lá e sempre me compadeci deles. Mas agora é ainda pior. É um absurdo. Não tinha nem turista na praça. Para que deixar aqueles animais lá, sofrendo com aquele sol ? – protestou.

A coordenadora da Coobea, Carla Freire admite que o órgão só faz atendimento ao público de segunda a sexta-feira, 11h30m às 17h30m, mas argumenta que todos na cidade conhecem seu telefone celular. O telefone do órgão é (22): 2522-1356. No finais de semana, a coordenadora atende no celular: 22- 9931-3313.

– Eu estive lá na semana anterior e não tinha visto isso. Mas vamos voltar lá e conversar com os donos dos cavalos.Temos consciência de que um cavalo precisa de beber no mínimo 40 litros de água por dia e, pelo que me falaram, eles estão sem água – comentou.

De acordo com Carla Freire, a situação precária dos animais de tração da Praça do Suspiro é uma preocupação da prefeitura, que em janeiro ia iniciar o cadastramento de todos os bichos e proprietários que fazem ponto na praça. A tragédia das enchentes, no entanto, justifica Carla Freire, atrasou o trabalho, que deve ser iniciado em breve. Ela promete fazer um levantamento dos animais e criar regras para o trabalho.

Em Paquetá, 40 cavalos utilizados em carroças de passeios vão receber chips de identificação. O objetivo é reduzir a taxa de abandono dos animais e responsabilizar os donos em caso de maus-tratos.

Publicada nos jornais O Globo e Extra, Rio de Janeiro, em 24 de março de 2011.

Foto: Carlos Emerson Jr.

Vamos aumentar as visitas do seu blog!

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Aliás, o titulo correto deveria ser “como copiar/colar e fazer sucesso com seu blog”.  Afinal, o texto a seguir foi publicado no extinto (coisa de dinossauros…) Focus Mode mas, como esse assunto é muito importante para a blogosfera e meus novos leitores aqui da serra ainda não tiveram a oportunidade de ver tanta bobagem junta, vale a “importação” do texto desaparecido para cá.

Afinal, pode ser que, de repente, a coisa dá certo!

 

“Você está desanimado com seu blog ? Colocou anúncios e não tem nenhum retorno ? Dá um duro danado bolando os assuntos e os comentários continuam no zero ?

Pois de agora em diante, seus problemas acabaram. O Focus Mode tem o orgulho de apresentar o seu kit "SEO Junior", indicado para todos aqueles que sonham em viver nababescamente de seus blogs, sem patrões, horários e gravatas. Ah sim, é claro, de preferência numa ilha parasidíaca da Polinésia, cercado de nativas carentes e fogosas!

Elaborado com as mais modernas técnicas de SEO, SEM, SIM, SAO e SOM, o nosso kit, exaustivamente testado e aprovado pelos principais nomes da blogosfera internacional, pode fazer muito pelo seu site. Os resultados serão visíveis imediatamente. Aliás, podemos adiantar em primeira mão que todos os futuro blogs e tvs estatais foram montados  seguindo nossas recomendações.

Aproveite a oportunidade. Para cada kit adquirido, você leva de brinde, na hora, sem sorteio, um chaveirinho do SEO Junior, que servirá como lembrete de sua arrancada do nada para a vitória final!

Não deixe para amanhã, fale conosco hoje mesmo pelo email seojunior@seosucesso.com. Ficaremos muito honrados com sua consulta.

Seja um problogger você também. Yes, you can!”

 

 

Charge: Alexandre Affonso (Nadaver.com)

Texto: Cejunior (Focus Mode)

Vinte clássicos de ficção científica

Meus leitores mais antigos e fiéis (eita!!!) sabem que este post fez muito sucesso lá no Blog do Cejunior.    Como os filmes de ficção científica retornaram com toda e merecida força, resolvi atualizar, ampliar e revisar a lista dos favoritos.

Aliás, esse é um tema bem apreciado e igualmente polêmico, já que muita gente acha que sci-fi é assunto de criança, nerd e maluco, não necessáriamente nesta ordem, bem cada um tem seu gosto pessoal e sempre vai discordar de um, outro ou de todos os filmes.

Assim, aceito de bom grado sugestões, críticas e indicações.   Só não vale palavrão!

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A HORA FINAL (On The Beach) – 1959

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Com Gregory Peck e Anthony Perkins, dirigido por Stanley Kramer e baseado numa novela de Nevil Shute, este filme pouco conhecido no Brasil, filmado em P&B conta a história da tripulação de um submarino americano que se refugia na Austrália após a terceira guerra mundial ter destruido quase todo o mundo.

É assustador. Sua grande qualidade é mostrar que não existe esperança depois de um holocausto nuclear.

Foi refilmado para a TV em 2000, com Armando Assante no papel principal.

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O DIA QUE A TERRA PAROU (The Day the Earth Stood Sill) – 1951

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Um clássico, também em P&B, baseado num conto de Harry Bates, publicado em 1940. Dirigido por Robert Wise, no elenco estavam Micheal Rennie, Patricia Neal e Hugh Marlowe.

A história é singela e assustadora: uma nave alienigina atravessa o espaço com a missão de alertar a humanidade dos perigos das bombas nucleares. No entanto, assim que aterrisa em Washington, se não me engano, o tripulante Klaatu é atingido por um tiro das nossas forças de segurança.    Daí para a frente, o destino da terra vai depender de pessoas comuns, que dão abrigo e ajudam o alienígena.

Um filme sombrio, que deixa um duro alerta no seu final e infinitamente superior à refilmagem de 2008, com o Keanu “Matrix” Reeves.

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SOLARIS (Solyaris) – 1972

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Filmão soviético, dirigido pelo genial Andrei Tarkoviski, baseado num conto do ótimo escritor polonês Stanislaw Lew. Donatas Banionis faz o papel do psicólogo Kris Kelvin.

Longo, bem lento e complexo, sua sinopse conta que "Solaris vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin – conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes – é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma."

Apesar de muita gente achar que Solaris é que nem uma sessão de análise com 3 horas de duração, foi considerado, na época, como uma resposta humanista ao festival tecnológico do "2001".

Particularmente ainda o acho instigante e belo, profundamente belo.

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2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001 – A Space Odyssey) – 1968

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A obra prima de Stanley Kubrick e Arthur Clarke, que escreveram esse roteiro fantástico e gerou um dos ícones dos filmes de ficção científica, uma referência mesmo.

Estrelado por Keir Dullea, Gary Lockwood e Douglas Rain (a voz do computador HAL 9000), traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial.

Os efeitos especiais, revolucionários para a época e a trilha sonora, uma mistura de música eletrônica com o Danúbio Azul, de Johann Strauss, se integram de tal forma no filme que acabam fazendo parte essencial da narrativa.

Uma das maiores obras cinematográficas de todos os tempos e, apesar de estarmos em 2010, continua atual.

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FARENHEIT 451 (Farenheit 451) – 1966

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Primeiro filme colorido e em inglês do diretor francês François Truffaut, baseado num conto do escritor americano Ray Bradbury. Oskar Werner, Julie Christie e Cyrill Cusak fecham o elenco desse opressivo e angustiante trabalho.

Num futuro hipotético, os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que faz as pessoas infelizes e improdutivas.    Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la.

François Truffaut ficou decepcionado com a versão original do filme, pois não gostou de alguns diálogos em inglês, preferindo a versão dublada em francês do filme, cuja tradução foi inclusive supervisionada por ele.

Um autêntico libelo contra o totalitarismo. Em inglês ou françês é um filme imperdível!

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O PLANETA DOS MACACOS (Planet of Apes) – 1968

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Eu adoro esse filme!  Com roteiro do mago Rod Serling (da série Além da Imaginação), direção de Franklin J. Schaffner e atuação firme e caprichada de Charlton Heston, Roddy MacDowall, Kim Hunter e Maurice Evans, é daqueles filmes que te prendem na cadeira até a última cena que é, literalmente, um soco no seu estômago!

Destaque para a primorosa e cuidadosa caracterização dos atores macacos. Foi tão perfeita que os movimentos faciais eram naturais e simiescos, claro. E isso sem usar computação gráfica!

É um filme pessimista, não mostrando qualquer simpatia ou esperança pela raça humana, muito pelo contrário.

Outro clássico do gênero, sem dúvida nenhuma.

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NO MUNDO DE 2020 (Soylent Green) – 1973

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Também pouco conhecido por aqui, esse petardo está muito atual. Vejam só a sinopse:  "em 2022 Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor."

Baseado na novela "Make Run! Make Run!" do escritor Harry Harrison, dirigido por Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston, Leigh Taylor-Young, Joseph Cotten e com a participação especial de Edward G.Robison que arrasa com seu personagem "Sol", é mais um filme opressivo e enlouquecedor, onde a morte de milhões é tratada como uma solução econômica para os desmandos com o meio-ambiente e a explosão populacional.

Um filme que, em tempos de aquecimento global, deveria ser revisto. Atuação enxuta de Heston que consegue passar toda a sua perplexidade com o que vê!

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BLADE RUNNER (Blade Runner) – 1982

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Da novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?", de Philip K.Dick, Ridley Scott criou esse conceituado filme, passado numa Los Angeles sombria, superpopulosa e chuvosa, descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados – replicantes – utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias.

Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah e Edward James Olmos.

Acabou virando um filme cult, principalmente porque trata da efemeridade da vida, representada no caso pelos replicantes.

Nenhuma videoteca pode prescindir desse trágico e pungente filme.

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O EXTERMINADOR DO FUTURO (The Terminator) – 1984

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Uma parceria James Cameron-Arnold Schwarzenegger que deu muitíssimo certo.

Com um elenco contando ainda com Linda Hamilton e Michael Bien e roteiro do próprio Cameron, o filme foi um sucesso pela atuação robótica e obstinada do Arnoldão e pelo clima de suspense que se mantém até a última cena.

Muito original, inteligente, com uma história bem fechada:  "num futuro próximo, a guerra entre humanos e máquinas é deflagrada. Para aniquilar com o inimigo, é enviado ao passado um andróide com a missão de matar a mãe do principal líder guerrilheiro humano. Mas um outro humano também é enviado ao passado, para protegê-la."

Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do governador da Califórnia.

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A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA The Omega Man – 1971

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Sou fã de carteirinha, tenho o filme, o livro e ainda não cansei de assistir!

Do livro de Richard Matheson, "I Am Legend", o diretor Boris Sagal conseguiu construir uma pequena obra prima, com uma atuação marcante de Charlton Heston (novamente!) interpretando um Robert Neville descompromissado e violento e Anthony Zerbe, como Mathias, o líder dos sobreviventes, fanático e determinado em apagar todos os traços da dita civilização moderna.

Um filme para se rever e pensar. Se você pensa que é mais uma história de zumbis, pode esquecer. The Omega Man relê a história original e discute o que vivíamos nos anos 70.

Leia o livro. E se possível, assistam a versão original com Vincent Price, de 1964, batizada aqui no Brasil de "Mortos que matam".

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ALIEN – O 8º PASSAGEIRO(Alien) – 1979

Mais uma obra prima de Ridley Scott, com Sigourney Weaver em grande forma, Tom Skerrit, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton e Jonh Hunt, entre outros. A nave Nostromo, ao investigar um pedido de ajuda, aterrissa num planeta distante, onde sua tripulação descobre estranhas e mortais criaturas, as quais tem de de combater para voltar à Terra com vida.

Quase um filme de terror, claustrofóbico, já que se passa todo dentro da Nostromo, com uma criatura horripilante e marcante se esgueirando pela escuridão.

A sequencia do peito de John Hutton explodindo é uma das mais horripilantes da cinematografia moderna.

Filmaço imperdível que gerou diversas continuações e os filhotes "Aliens X Predators".    Completamente contra indicado para hipertensos!

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GUERRA NAS ESTRELAS 4 Star Wars – 1977

O filme de George Lucas, o primeiro de uma saga de 6 filmes, acordou um gênero que estava esquecido. E trouxe de volta a velha idéia de seriados de cinema, que eram comuns nos anos 40 e 50. Além disso, usou e abusou dos efeitos especiais e da computação gráfica, criando um mundo fantástico com o maior realismo possível, se posso falar assim.

Com Harrison Ford, Mark Hammil e Carrie Fischer, o elenco também tinha o vilão Darth Vader, cuja voz de trovão (de James Earl Jones) e a roupa negra sem mostrar o rosto era a macabra marca registrada.

Um sucesso completo que revolucionou a forma de fazer um filme de ficção científica.

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MATRIX (The Matrix) – 1999

Bolado e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowiski, estrelado por Keannu Reeves, Laurence Fishborn e Carrie-Anne Moss, Matrix foi o primeiro filme de uma trilogia estranhíssima, que conta a luta do ser humano para se livrar do domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial. Em um recurso extremo, a humanidade cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das máquinas, mas elas adotam um solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começam a cultivá-los em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos são conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.

Um enredo de arrepiar e uso inteligente de computação gráfica fizeram desse filme um verdadeiro cult entre os fãs do gênero.

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VAMPIROS DE ALMAS (Invasion of the Body Snatchers) – 1956

Dirigido por Don Siegel e estrelado por Kevin McCharty, este clássico da década de 50 provocou comoção quando foi exibido nos Estados Unidos.    

O filme mostra uma invasão alienígena numa cidadezinha norte americana, daquelas onde todos conhecem todos. Os invasores são enormes vagens leguminosas que se alojam próximo a seres humanos em estado de letargia e lhes duplicam o físico e a mente, mas não as emoções, em cópias quase perfeitas; portanto mantém as características mais íntimas de sua essência vegetal. Após o processo, o humano matriz, original, é destruído, restando só a cópia.

Na época, em pleno surgimento da guerra fria, o filme foi visto como uma metáfora da ameaça comunista.

Foram feitos dois finais: um, onde os alienígenas são destruídos e o outro, pessimista, mostrando que não havia esperança para os humanos.

A atuação de Kevin McCarthy é exemplar!

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O ENIGMA DE ANDRÔMEDA (The Andromeda Strain) – 1971

 

Filmaço dirigido por Robert Wise, com Arthur Hill, David Wayne e James Olson, foi indicado para 2 Oscars.

Um satélite espacial sai de órbita e cai em uma cidadezinha. Gerada pela colisão, uma bactéria fatal e misteriosa começa a dizimar a população. Uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório subterrâneo para encontrar a cura e descobre que apenas uma criança e um bêbado sobreviveram. A ansiedade aumenta, ao mesmo tempo em que os pesquisadores correm para encontar uma solução, antes que a humanidade seja exterminada.

O filme, que prende a atenção do começo ao fim, foi baseado no livro homônimo do excelente escritor Michael Crchton, publicado em 1969.

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DARK CITY (Dark City) – 1998

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Com direção e roteiro de Alex Proyas e estrelada por Rufus Sewell, Kiefer Shuterland, Jeniffer Connely e Richard O’Brien, trata-se de uma produção australiana que recria o clima dos filmes noir da década de 50 com uma história que, no mínimo, inspirou a trilogia “Matrix” com um ano de antecedência.

Sem investir em grandes efeitos especiais mas pegando o espectador pela cabeça e surprêsa, Dark City nos obriga a viver numa cidade onde o sol nunca brilha e as ruas nunca são o que parecem.     Seus personagens correm por becos sem saída e sem respostas.    E o futuro parece sempre mais distante.

Recomendadíssimo e merecia ser melhor divulgado aqui no Brasil.

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OS DOZE MACACOS (Twelve Monkeys) – 1995

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Terry Gilliam dirigiu e Bruce Willis, Brad Pitt e Madeleine Stowe estrelaram esse bom filme que trata de um tema recorrente no gênero mas bem atual:  a devastação da humanidade por um vírus.   

Brad Pitt foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante e ganhou o Globo de Ouro com uma interpretação completamente alucinada.   Mas, na minha opinião, Bruce Willis compõe um presidiário do futuro descrente, cansado e deprimido que, voltando ao seu passado encontra as respostas para os acontecimentos que virão.

Só vendo mesmo!

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STAR TREK (Star Trek) – 2009

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Trata-se de um filme completamente novo, dirigido pelo J.J.Abrams (de Lost), mostrando a origem de James T. Kirk, Spock, Zulu, Uhura, McCoy, Scott, Checov, a famosa tripulação da legendária Enterprise.

O elenco muito bem escolhido traz Chris Pine como um Kirk turbulento e agressivo, Zachary Quinto como um surpreendente Spock dividido mais do que nunca entre seus lados vulcano e humano e Karl Urban como um instigante Dr. McCoy, o Magro, sempre um “grilo falante” de Kirk.

O grande achado é que a história sofre uma influência temporal, pemitindo a filmagem de novas continuações diferentes de tudo o que já foi feito.

No entanto, é um filme para iniciados.   Recomenda-se levar um trekmaníaco a tiracolo.   Um grande filme e, a meu ver, injustiçado no Oscar deste ano.

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O DIA DEPOIS DE AMANHÃ (The Day After Tomorrow) – 2004

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Uma abordagem dura e catastrófica sobre os efeitos do aquecimento global, dirigida pelo expert em destruição de cenários Roland Emmerich, com Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Emmy Rossum e Sela Ward.   

Filmado quase todo em Montreal, no Canadá, mostra o advento de uma nova era glacial, provocada pelos desmandos ambientais que irresponsávelmente provocamos.     Um show de efeitos especiais e muita crítica nada velada aos países ricos, que são obrigados a pedir abrigo e ajuda aos colegas do terceiro mundo.

Vale pelo cuidado da produção e o impacto das imagens.

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O QUINTO ELEMENTO (The Fifth Element) – 1997

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Outra vez o Bruce Willis.   Agora numa produção dirigida pelo francês Luc Besson, com o ótimo Gary Oldman e  Mila Jovovich mostrando porque seria a mais nova rainha dos filmes de ação.  

Quase uma fantasia de ficção científica, o enredo se baseia numa ameaça alienígena à sobrevivência da humanidade, algo que só pode ser evitado pela conjugação de quatro pedras  que representam os quatro elementos – fogo, água, ar, terra – além do quinto elemento, corporificado pela jovem extraterrestre Leeloo (Milla Jovovich).

Muita cor, bom humor, ação e uma curiosidade: em nenhum momento do filme o herói (Willis) e o vilão (Oldman) se encontram.      A cidade de Nova York bolada por Luc Besson, completamente flutuando no ar, dá uma mostra da inventividade do filme.

Programão.

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E é isso aí, meus amigos.    Deixei de colocar os filmes do Spielberg (“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “A.I.”, “Minority Report” e “Guerra dos Mundos”) simplesmente por uma questão de gosto.   Eu não gostei de nenhum deles!!     

Ficam sobrando também “2012”, um festival de demolição em escala planetária e o tão falado “Avatar” que, com toda a tecnologia, não passa de uma animação.

Merecem menção os três “De Volta Para o Futuro”, “Dr. Fantástico”,  “Zardoz”, “Stalker” e “Eu, Robô”.

Finalmente, se alguém conhecer algum bom filme brasileiro do gênero, que não seja o incompreensível “Quem é Beta ?”, do Nélson Pereira dos Santos, é só avisar.