Descaso com animais usados para passeios em Nova Friburgo provoca onda de protestos na internet

Simone Candida (O Globo)

RIO – Num cenário que ainda é de reconstrução – com muita poeira, buracos e pouquíssimos turistas – os cavalos e jumentos que tradicionalmente eram usados para passeios no entorno da Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, voltaram ao trabalho. No entanto, a cena dos animais expostos ao sol forte, diante de um bebedouro quebrado e cercados de escombros, anda causando revolta em alguns moradores e visitantes. Sensibilizado, o administrador de empresas friburguense Carlos Emerson Junior, de 60 anos, fotografou no último domingo um grupo de sete cavalos parados na pracinha e postou a imagem em seu blog. A foto foi compartilhada por amigos e protetores de animais no Facebook, causando uma onda de protestos na rede social.

– Estive lá e não gostei nada do que vi. O local onde os animais deveriam ter água corrente, ainda está semidestruído e com apenas um restinho de água suja da chuva. Isso é uma maldade. O trenzinho que levava os turistas para passear ainda não voltou, mas os animais foram obrigados a ficar lá. Para piorar, fui informado que a Coordenadoria do Bem Estar Animal, a quem eu poderia denunciar o que vi, não abre nos finais de semana. Ou seja: se você vê um caso assim tem que esperar até segunda-feira para denunciar – diz Carlos Emerson, que, diante da impossibilidade de achar um fiscal da prefeitura, decidiu fazer a denúncia em seu blog .

Procurada pelo GLOBO, a responsável pela Coordenadoria de Bem Estar Animal de Nova Friburgo (Coobea), Carla Freire, informou que, apesar de achar que ainda não era hora de os bichos voltarem, a prefeitura não pode impedir os proprietários de levarem os burricos e cavalinhos de volta ao ponto turístico. Mas, diante do grande número de reclamações, ela promete ir até lá no próximo final de semana para verificar as denúncias. Nova Friburgo foi a cidade da região serrana mais devastada pelas enxurradas ocorridas em janeiro.

Proprietária de um apartamento no Centro de Friburgo, a comerciante Ana Martha de Lima, de 45 anos, conta que esteve lá na semana passada e também ficou com muita dó dos cavalos:

– Eu costumo passar finais de semana lá e sempre me compadeci deles. Mas agora é ainda pior. É um absurdo. Não tinha nem turista na praça. Para que deixar aqueles animais lá, sofrendo com aquele sol ? – protestou.

A coordenadora da Coobea, Carla Freire admite que o órgão só faz atendimento ao público de segunda a sexta-feira, 11h30m às 17h30m, mas argumenta que todos na cidade conhecem seu telefone celular. O telefone do órgão é (22): 2522-1356. No finais de semana, a coordenadora atende no celular: 22- 9931-3313.

– Eu estive lá na semana anterior e não tinha visto isso. Mas vamos voltar lá e conversar com os donos dos cavalos.Temos consciência de que um cavalo precisa de beber no mínimo 40 litros de água por dia e, pelo que me falaram, eles estão sem água – comentou.

De acordo com Carla Freire, a situação precária dos animais de tração da Praça do Suspiro é uma preocupação da prefeitura, que em janeiro ia iniciar o cadastramento de todos os bichos e proprietários que fazem ponto na praça. A tragédia das enchentes, no entanto, justifica Carla Freire, atrasou o trabalho, que deve ser iniciado em breve. Ela promete fazer um levantamento dos animais e criar regras para o trabalho.

Em Paquetá, 40 cavalos utilizados em carroças de passeios vão receber chips de identificação. O objetivo é reduzir a taxa de abandono dos animais e responsabilizar os donos em caso de maus-tratos.

Publicada nos jornais O Globo e Extra, Rio de Janeiro, em 24 de março de 2011.

Foto: Carlos Emerson Jr.

Vamos aumentar as visitas do seu blog!

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Aliás, o titulo correto deveria ser “como copiar/colar e fazer sucesso com seu blog”.  Afinal, o texto a seguir foi publicado no extinto (coisa de dinossauros…) Focus Mode mas, como esse assunto é muito importante para a blogosfera e meus novos leitores aqui da serra ainda não tiveram a oportunidade de ver tanta bobagem junta, vale a “importação” do texto desaparecido para cá.

Afinal, pode ser que, de repente, a coisa dá certo!

 

“Você está desanimado com seu blog ? Colocou anúncios e não tem nenhum retorno ? Dá um duro danado bolando os assuntos e os comentários continuam no zero ?

Pois de agora em diante, seus problemas acabaram. O Focus Mode tem o orgulho de apresentar o seu kit "SEO Junior", indicado para todos aqueles que sonham em viver nababescamente de seus blogs, sem patrões, horários e gravatas. Ah sim, é claro, de preferência numa ilha parasidíaca da Polinésia, cercado de nativas carentes e fogosas!

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Seja um problogger você também. Yes, you can!”

 

 

Charge: Alexandre Affonso (Nadaver.com)

Texto: Cejunior (Focus Mode)

Vinte clássicos de ficção científica

Meus leitores mais antigos e fiéis (eita!!!) sabem que este post fez muito sucesso lá no Blog do Cejunior.    Como os filmes de ficção científica retornaram com toda e merecida força, resolvi atualizar, ampliar e revisar a lista dos favoritos.

Aliás, esse é um tema bem apreciado e igualmente polêmico, já que muita gente acha que sci-fi é assunto de criança, nerd e maluco, não necessáriamente nesta ordem, bem cada um tem seu gosto pessoal e sempre vai discordar de um, outro ou de todos os filmes.

Assim, aceito de bom grado sugestões, críticas e indicações.   Só não vale palavrão!

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A HORA FINAL (On The Beach) – 1959

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Com Gregory Peck e Anthony Perkins, dirigido por Stanley Kramer e baseado numa novela de Nevil Shute, este filme pouco conhecido no Brasil, filmado em P&B conta a história da tripulação de um submarino americano que se refugia na Austrália após a terceira guerra mundial ter destruido quase todo o mundo.

É assustador. Sua grande qualidade é mostrar que não existe esperança depois de um holocausto nuclear.

Foi refilmado para a TV em 2000, com Armando Assante no papel principal.

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O DIA QUE A TERRA PAROU (The Day the Earth Stood Sill) – 1951

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Um clássico, também em P&B, baseado num conto de Harry Bates, publicado em 1940. Dirigido por Robert Wise, no elenco estavam Micheal Rennie, Patricia Neal e Hugh Marlowe.

A história é singela e assustadora: uma nave alienigina atravessa o espaço com a missão de alertar a humanidade dos perigos das bombas nucleares. No entanto, assim que aterrisa em Washington, se não me engano, o tripulante Klaatu é atingido por um tiro das nossas forças de segurança.    Daí para a frente, o destino da terra vai depender de pessoas comuns, que dão abrigo e ajudam o alienígena.

Um filme sombrio, que deixa um duro alerta no seu final e infinitamente superior à refilmagem de 2008, com o Keanu “Matrix” Reeves.

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SOLARIS (Solyaris) – 1972

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Filmão soviético, dirigido pelo genial Andrei Tarkoviski, baseado num conto do ótimo escritor polonês Stanislaw Lew. Donatas Banionis faz o papel do psicólogo Kris Kelvin.

Longo, bem lento e complexo, sua sinopse conta que "Solaris vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin – conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes – é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma."

Apesar de muita gente achar que Solaris é que nem uma sessão de análise com 3 horas de duração, foi considerado, na época, como uma resposta humanista ao festival tecnológico do "2001".

Particularmente ainda o acho instigante e belo, profundamente belo.

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2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001 – A Space Odyssey) – 1968

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A obra prima de Stanley Kubrick e Arthur Clarke, que escreveram esse roteiro fantástico e gerou um dos ícones dos filmes de ficção científica, uma referência mesmo.

Estrelado por Keir Dullea, Gary Lockwood e Douglas Rain (a voz do computador HAL 9000), traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial.

Os efeitos especiais, revolucionários para a época e a trilha sonora, uma mistura de música eletrônica com o Danúbio Azul, de Johann Strauss, se integram de tal forma no filme que acabam fazendo parte essencial da narrativa.

Uma das maiores obras cinematográficas de todos os tempos e, apesar de estarmos em 2010, continua atual.

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FARENHEIT 451 (Farenheit 451) – 1966

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Primeiro filme colorido e em inglês do diretor francês François Truffaut, baseado num conto do escritor americano Ray Bradbury. Oskar Werner, Julie Christie e Cyrill Cusak fecham o elenco desse opressivo e angustiante trabalho.

Num futuro hipotético, os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que faz as pessoas infelizes e improdutivas.    Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la.

François Truffaut ficou decepcionado com a versão original do filme, pois não gostou de alguns diálogos em inglês, preferindo a versão dublada em francês do filme, cuja tradução foi inclusive supervisionada por ele.

Um autêntico libelo contra o totalitarismo. Em inglês ou françês é um filme imperdível!

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O PLANETA DOS MACACOS (Planet of Apes) – 1968

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Eu adoro esse filme!  Com roteiro do mago Rod Serling (da série Além da Imaginação), direção de Franklin J. Schaffner e atuação firme e caprichada de Charlton Heston, Roddy MacDowall, Kim Hunter e Maurice Evans, é daqueles filmes que te prendem na cadeira até a última cena que é, literalmente, um soco no seu estômago!

Destaque para a primorosa e cuidadosa caracterização dos atores macacos. Foi tão perfeita que os movimentos faciais eram naturais e simiescos, claro. E isso sem usar computação gráfica!

É um filme pessimista, não mostrando qualquer simpatia ou esperança pela raça humana, muito pelo contrário.

Outro clássico do gênero, sem dúvida nenhuma.

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NO MUNDO DE 2020 (Soylent Green) – 1973

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Também pouco conhecido por aqui, esse petardo está muito atual. Vejam só a sinopse:  "em 2022 Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor."

Baseado na novela "Make Run! Make Run!" do escritor Harry Harrison, dirigido por Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston, Leigh Taylor-Young, Joseph Cotten e com a participação especial de Edward G.Robison que arrasa com seu personagem "Sol", é mais um filme opressivo e enlouquecedor, onde a morte de milhões é tratada como uma solução econômica para os desmandos com o meio-ambiente e a explosão populacional.

Um filme que, em tempos de aquecimento global, deveria ser revisto. Atuação enxuta de Heston que consegue passar toda a sua perplexidade com o que vê!

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BLADE RUNNER (Blade Runner) – 1982

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Da novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?", de Philip K.Dick, Ridley Scott criou esse conceituado filme, passado numa Los Angeles sombria, superpopulosa e chuvosa, descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados – replicantes – utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias.

Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah e Edward James Olmos.

Acabou virando um filme cult, principalmente porque trata da efemeridade da vida, representada no caso pelos replicantes.

Nenhuma videoteca pode prescindir desse trágico e pungente filme.

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O EXTERMINADOR DO FUTURO (The Terminator) – 1984

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Uma parceria James Cameron-Arnold Schwarzenegger que deu muitíssimo certo.

Com um elenco contando ainda com Linda Hamilton e Michael Bien e roteiro do próprio Cameron, o filme foi um sucesso pela atuação robótica e obstinada do Arnoldão e pelo clima de suspense que se mantém até a última cena.

Muito original, inteligente, com uma história bem fechada:  "num futuro próximo, a guerra entre humanos e máquinas é deflagrada. Para aniquilar com o inimigo, é enviado ao passado um andróide com a missão de matar a mãe do principal líder guerrilheiro humano. Mas um outro humano também é enviado ao passado, para protegê-la."

Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do governador da Califórnia.

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A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA The Omega Man – 1971

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Sou fã de carteirinha, tenho o filme, o livro e ainda não cansei de assistir!

Do livro de Richard Matheson, "I Am Legend", o diretor Boris Sagal conseguiu construir uma pequena obra prima, com uma atuação marcante de Charlton Heston (novamente!) interpretando um Robert Neville descompromissado e violento e Anthony Zerbe, como Mathias, o líder dos sobreviventes, fanático e determinado em apagar todos os traços da dita civilização moderna.

Um filme para se rever e pensar. Se você pensa que é mais uma história de zumbis, pode esquecer. The Omega Man relê a história original e discute o que vivíamos nos anos 70.

Leia o livro. E se possível, assistam a versão original com Vincent Price, de 1964, batizada aqui no Brasil de "Mortos que matam".

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ALIEN – O 8º PASSAGEIRO(Alien) – 1979

Mais uma obra prima de Ridley Scott, com Sigourney Weaver em grande forma, Tom Skerrit, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton e Jonh Hunt, entre outros. A nave Nostromo, ao investigar um pedido de ajuda, aterrissa num planeta distante, onde sua tripulação descobre estranhas e mortais criaturas, as quais tem de de combater para voltar à Terra com vida.

Quase um filme de terror, claustrofóbico, já que se passa todo dentro da Nostromo, com uma criatura horripilante e marcante se esgueirando pela escuridão.

A sequencia do peito de John Hutton explodindo é uma das mais horripilantes da cinematografia moderna.

Filmaço imperdível que gerou diversas continuações e os filhotes "Aliens X Predators".    Completamente contra indicado para hipertensos!

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GUERRA NAS ESTRELAS 4 Star Wars – 1977

O filme de George Lucas, o primeiro de uma saga de 6 filmes, acordou um gênero que estava esquecido. E trouxe de volta a velha idéia de seriados de cinema, que eram comuns nos anos 40 e 50. Além disso, usou e abusou dos efeitos especiais e da computação gráfica, criando um mundo fantástico com o maior realismo possível, se posso falar assim.

Com Harrison Ford, Mark Hammil e Carrie Fischer, o elenco também tinha o vilão Darth Vader, cuja voz de trovão (de James Earl Jones) e a roupa negra sem mostrar o rosto era a macabra marca registrada.

Um sucesso completo que revolucionou a forma de fazer um filme de ficção científica.

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MATRIX (The Matrix) – 1999

Bolado e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowiski, estrelado por Keannu Reeves, Laurence Fishborn e Carrie-Anne Moss, Matrix foi o primeiro filme de uma trilogia estranhíssima, que conta a luta do ser humano para se livrar do domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial. Em um recurso extremo, a humanidade cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das máquinas, mas elas adotam um solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começam a cultivá-los em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos são conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.

Um enredo de arrepiar e uso inteligente de computação gráfica fizeram desse filme um verdadeiro cult entre os fãs do gênero.

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VAMPIROS DE ALMAS (Invasion of the Body Snatchers) – 1956

Dirigido por Don Siegel e estrelado por Kevin McCharty, este clássico da década de 50 provocou comoção quando foi exibido nos Estados Unidos.    

O filme mostra uma invasão alienígena numa cidadezinha norte americana, daquelas onde todos conhecem todos. Os invasores são enormes vagens leguminosas que se alojam próximo a seres humanos em estado de letargia e lhes duplicam o físico e a mente, mas não as emoções, em cópias quase perfeitas; portanto mantém as características mais íntimas de sua essência vegetal. Após o processo, o humano matriz, original, é destruído, restando só a cópia.

Na época, em pleno surgimento da guerra fria, o filme foi visto como uma metáfora da ameaça comunista.

Foram feitos dois finais: um, onde os alienígenas são destruídos e o outro, pessimista, mostrando que não havia esperança para os humanos.

A atuação de Kevin McCarthy é exemplar!

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O ENIGMA DE ANDRÔMEDA (The Andromeda Strain) – 1971

 

Filmaço dirigido por Robert Wise, com Arthur Hill, David Wayne e James Olson, foi indicado para 2 Oscars.

Um satélite espacial sai de órbita e cai em uma cidadezinha. Gerada pela colisão, uma bactéria fatal e misteriosa começa a dizimar a população. Uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório subterrâneo para encontrar a cura e descobre que apenas uma criança e um bêbado sobreviveram. A ansiedade aumenta, ao mesmo tempo em que os pesquisadores correm para encontar uma solução, antes que a humanidade seja exterminada.

O filme, que prende a atenção do começo ao fim, foi baseado no livro homônimo do excelente escritor Michael Crchton, publicado em 1969.

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DARK CITY (Dark City) – 1998

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Com direção e roteiro de Alex Proyas e estrelada por Rufus Sewell, Kiefer Shuterland, Jeniffer Connely e Richard O’Brien, trata-se de uma produção australiana que recria o clima dos filmes noir da década de 50 com uma história que, no mínimo, inspirou a trilogia “Matrix” com um ano de antecedência.

Sem investir em grandes efeitos especiais mas pegando o espectador pela cabeça e surprêsa, Dark City nos obriga a viver numa cidade onde o sol nunca brilha e as ruas nunca são o que parecem.     Seus personagens correm por becos sem saída e sem respostas.    E o futuro parece sempre mais distante.

Recomendadíssimo e merecia ser melhor divulgado aqui no Brasil.

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OS DOZE MACACOS (Twelve Monkeys) – 1995

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Terry Gilliam dirigiu e Bruce Willis, Brad Pitt e Madeleine Stowe estrelaram esse bom filme que trata de um tema recorrente no gênero mas bem atual:  a devastação da humanidade por um vírus.   

Brad Pitt foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante e ganhou o Globo de Ouro com uma interpretação completamente alucinada.   Mas, na minha opinião, Bruce Willis compõe um presidiário do futuro descrente, cansado e deprimido que, voltando ao seu passado encontra as respostas para os acontecimentos que virão.

Só vendo mesmo!

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STAR TREK (Star Trek) – 2009

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Trata-se de um filme completamente novo, dirigido pelo J.J.Abrams (de Lost), mostrando a origem de James T. Kirk, Spock, Zulu, Uhura, McCoy, Scott, Checov, a famosa tripulação da legendária Enterprise.

O elenco muito bem escolhido traz Chris Pine como um Kirk turbulento e agressivo, Zachary Quinto como um surpreendente Spock dividido mais do que nunca entre seus lados vulcano e humano e Karl Urban como um instigante Dr. McCoy, o Magro, sempre um “grilo falante” de Kirk.

O grande achado é que a história sofre uma influência temporal, pemitindo a filmagem de novas continuações diferentes de tudo o que já foi feito.

No entanto, é um filme para iniciados.   Recomenda-se levar um trekmaníaco a tiracolo.   Um grande filme e, a meu ver, injustiçado no Oscar deste ano.

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O DIA DEPOIS DE AMANHÃ (The Day After Tomorrow) – 2004

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Uma abordagem dura e catastrófica sobre os efeitos do aquecimento global, dirigida pelo expert em destruição de cenários Roland Emmerich, com Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Emmy Rossum e Sela Ward.   

Filmado quase todo em Montreal, no Canadá, mostra o advento de uma nova era glacial, provocada pelos desmandos ambientais que irresponsávelmente provocamos.     Um show de efeitos especiais e muita crítica nada velada aos países ricos, que são obrigados a pedir abrigo e ajuda aos colegas do terceiro mundo.

Vale pelo cuidado da produção e o impacto das imagens.

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O QUINTO ELEMENTO (The Fifth Element) – 1997

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Outra vez o Bruce Willis.   Agora numa produção dirigida pelo francês Luc Besson, com o ótimo Gary Oldman e  Mila Jovovich mostrando porque seria a mais nova rainha dos filmes de ação.  

Quase uma fantasia de ficção científica, o enredo se baseia numa ameaça alienígena à sobrevivência da humanidade, algo que só pode ser evitado pela conjugação de quatro pedras  que representam os quatro elementos – fogo, água, ar, terra – além do quinto elemento, corporificado pela jovem extraterrestre Leeloo (Milla Jovovich).

Muita cor, bom humor, ação e uma curiosidade: em nenhum momento do filme o herói (Willis) e o vilão (Oldman) se encontram.      A cidade de Nova York bolada por Luc Besson, completamente flutuando no ar, dá uma mostra da inventividade do filme.

Programão.

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E é isso aí, meus amigos.    Deixei de colocar os filmes do Spielberg (“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “A.I.”, “Minority Report” e “Guerra dos Mundos”) simplesmente por uma questão de gosto.   Eu não gostei de nenhum deles!!     

Ficam sobrando também “2012”, um festival de demolição em escala planetária e o tão falado “Avatar” que, com toda a tecnologia, não passa de uma animação.

Merecem menção os três “De Volta Para o Futuro”, “Dr. Fantástico”,  “Zardoz”, “Stalker” e “Eu, Robô”.

Finalmente, se alguém conhecer algum bom filme brasileiro do gênero, que não seja o incompreensível “Quem é Beta ?”, do Nélson Pereira dos Santos, é só avisar.