Floresta alpina

Foto: Carlos Emerson Junior

Caramba, será uma floresta alpina? Austria? Suiça? Bavária (o estado alemão e não a cerveja)? Liechtenstein? Uma estradinha nas montanhas, em pleno verão? Que nada, é apenas um cantinho do Cônego, bem no final da Via Expressa. Tanto tempo depois, Nova Friburgo continua me surpreendendo em cada caminhada.

Vila Operária

Foto: Carlos Emerson Junior

Trecho parcial de casas da Vila Operária da Fábrica Filó, em Nova Friburgo. O site Educação Pública, do Governo do Estado do RJ, conta que “em janeiro de 1925, numa região pantanosa chamada Vila Amélia, inicia-se a construção dos primeiros edifícios da fábrica, além das casas para seus operários, parque recreativo, junto a uma floresta de eucaliptos, pinheiros, madeira de lei, transformando o que foi um brejo numa área habitável, industrial, recreativa, geradora de empregos diretos e indiretos. Em 17 de setembro de 1925, as primeiras máquinas de filó começaram a operar na cidade e no Brasil, contando com 120 operários, tendo como sócios-fundadores os Srs. Carls Siems, Julius Arp e Otto Siems.”

Grande parte das instalações da fábrica hoje abrigam a Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Algumas casas que restaram da vila ainda estão ocupadas.

Ponto de interrogação

Foto: Carlos Emerson Junior

Pois é, noite chuvosa, nevoeiro descendo na serra, você em casa ainda acordado, sem sono e nada, absolutamente nada para fazer, pega a câmera fotográfica, vai até a janela, aponta para onde deveria estar o Caledônia e, sem querer, sai clicando. Volta para a mesa de trabalho, baixa as fotos no notebook e dá de cara com um monte de borrões previsíveis, já que sequer se deu ao trabalho de ajustar as regulagens.

No entanto, olhando bem, uma das fotos registrou, de forma clara, inequívoca e na cor vermelha, dois pontos de interrogação. O que será isso? Aviso que está na hora de apagar as luzes e ir dormir? Hora de tomar o tarja preta? Efeito colateral do vinho tinto? Ou apenas a luz de alerta da antena da Rádio Friburgo, bem aqui nas Braunes, como que querendo pregar uma peça?

Vai dormir, vai.

Final Feliz

Uma pequena história desenhada em quatro postes da rua Visconde de Itaboraí, aqui nas Braunes. Só quem desce a pé consegue ver, é claro. Seu anônimo autor teve a delicadeza de escolher o último poste bem em uma pracinha na esquina da rua Helena Coutinho, onde quase sempre casais se encontram. Pois é, alegrou nossa caminhada.

Obrigado.

Fotos: Carlos Emerson Junior

Paisagem

A escritora norte-americana Elizabeth Bishop uma vez afirmou que o “Rio de Janeiro não é uma cidade maravilhosa, é uma paisagem maravilhosa para uma cidade.” Tem razão, ainda mais nos dias de hoje. Em sua homenagem, aí vão algumas tomadas da Enseada de Botafogo e o seu Corcovado com o Cristo Redentor, todas feitas na murada da Urca.

Fotos: Carlos Emerson Junior

Coral da Urca

Pois é, a surpresa valeu. Todo mundo absorto com suas compras na feira do domingo quando de repente, e não mais do que de repente, eles chegaram na Praça Tenente Gil Guilherme, aqui na Urca, cantando e dançando, alegrando uma manhã escura e úmida, transformando a nossa pracinha num verdadeiro palco iluminado. A apresentação, linda e emocionante, terminou com a tradicional Roda de Ciranda, do Quinteto Violado, cantada e dançada por todos que alí estavam. Um presentão!

Coral da Urca

Fotos: Carlos Emerson Junior