Tudo bem no ano que vem.

Pintura: Marie Lamoureaux

E não é que estamos chegando ao fim de 2019? Mas por favor, não se preocupem, não vou fazer nenhuma retrospectiva, isso é com a imprensa, que precisa vender jornal numa época do ano em que ninguém está interessado no passado. Enfim, claro que não vou entrar nesse erro e minha ideia é (ou era) falar do futuro, de 2020, o ano que completarei, se a vida permitir, 70 anos de idade, uma eternidade!

Brincadeiras à parte, nem preciso ser vidente para saber o que 2020 promete: um verão abrasador no Rio de Janeiro, chuvas de verão apavorantes aqui em Nova Friburgo, incêndios na Amazônia e no Cerrado no inverno, acompanhados de acusações de “personalidades” internacionais, prisões de políticos e empresários envolvidos em corrupção, sua imediata soltura pelo “Supremo”, confusões rumorosas de artistas “famosos” e, infelizmente, o choque diário com a violência nossa de cada dia.

No futebol não tem erro, o Flamengo deve ganhar tudo de novo, o VAR será mais um motivo para discussões intermináveis e o meu querido e sofrido Botafogo, se as mudanças internas não derem resultado, continuará a disputar para não ser rebaixado. Que coisa! Sinto muito, mas não acredito que a seleção brasileira de Tite traga a Copa lá do Catar. Aliás, fico com a sensação que essa previsão é óbvia demais…

No resto do mundo seguem as guerras e os atentados de sempre. China, Rússia e Estados Unidos continuarão se ameaçando mutuamente, sem a menor intenção de destruir o inimigo, é claro, vê lá se eles são bestas de perder mercados de milhões de pessoas. O problema são os menores, Coréia do Norte, Estado Islâmico, Boko Haram e similares em sua cruzada louca tentando destruir o planeta. Desses a gente não ser livra nunca…

E as promessas de fim de ano? Ah, um barato! Deixar de fumar, retomar a dieta com seriedade, dar um descanso para a bebida (depois do dia 6, é claro), voltar para a academia, cuidar da saúde, juntar dinheiro para viajar, controlar a impulsividade, procurar e ser gentil com os parentes, cultivar as amizades, ajudar os necessitados, procurar um marido, um emprego e sair da casa dos pais, não necessariamente nessa ordem. Pois é!

Mas piora, caros amigos. Ano que vem tem eleições municipais e aí não tem jeito, volta o “nós” contra “eles”, esquerda contra direita, centro contra todo mundo, discussões, inimizades, assédio de cabos eleitorais, regularizar nossa situação eleitoral, ouvir promessas impossíveis, pesquisas de opinião, ligações de telemarketing, fila de votação e a desgraça final, não encontrar um único nome decente para votar. Enfim, como é nosso “dever cívico”, vamos todos às urnas. E seja o que Deus quiser, afinal não garantem que ele é brasileiro?

Feliz Ano Novo!