Filmes clássicos da Segunda Guerra (primeira parte)

por Carlos Emerson Junior

Um dos temas mais divertidos nos blogs são as populares listas “os dez mais”. Livros, filmes, músicas, vídeos, mulheres, homens, animais, políticos, smartphones, não importa, um dia você vai fazer a sua.

Bom, todo mundo sabe que adoro filmes de guerra, ficção cientifica e comédias, não necessariamente nesta ordem. E aí, pensei (é, eu faço isso de vez em quando), por que não publicar os meus filmes preferidos da Segunda Guerra Mundial ? Tudo bem, eu já fiz isso no extinto no Blog do Cejunior e até aqui mesmo mas, como fiquei devendo uma segunda ou até mesmo uma terceira parte, vale a republicação do post e a promessa de que a lista vai crescer!

Lembro que filmes citados não são necessariamente os melhores de críticas, audiência ou grandes vencedores de prêmios cinematográficos. Estão aqui, simplesmente porque eu gosto! E sem mais delongas, vamos aos “premiados”:

O MAIS LONGO DOS DIAS (The Longest Day)

Superprodução de 1962, inovou ao utilizar diretores e atores alemães, inglêses, norte-americanos e franceses nas sequencias de cada país. No elenco temos John Wayne, Eddie Albert, Sean Connery, Richard Burton, Henry Fonda, Irina Remick, Curd Jürgens, Peter Lawford e quem mais vocês imaginarem. Todo mundo participou!

Magnificamente filmado em preto e branco, consegue mostrar fielmente o que foi a invasão da Europa pelas tropas aliadas, a participação da resistência francesa e a incredulidade alemã diante do fato. Sem dúvida, trata-se de um clássico.

FUGINDO DO INFERNO (The Great Escape)

Também de 1963, com Steve McQueen, James Garner, Richard Attenborough, Charles Bronson, James Coburn, David McCallun e por aí vai. Baseado num fato verídico, a fuga de quase 100 prisioneiros de um Stalag (campo de prisioneiros de guerra) em 1944, em plena Alemanha e a mobilização das forças de segurança e do exército para recuperá-los, por toda a Europa Central.

Inesquecìvel atuação de Steve McQueen e Richard Attenborough mostrando porque mais tarde ia se tornar cavaleiro do império britânico. Filmaço!

O EXPRESSO DE VON RYAN (Von Ryan’s Express)

Frank Sinatra estrela esta produção de 1965, contando a fuga de prisioneiros de guerra britânicos da Itália para a Suiça, através de um trem. Cenários belíssimos, produção caprichada e a participação do ator Adolfo Celi como o Coronel Bataglia, um bufão comandante do campo de prisioneiros italiano.

A história é original e bem conduzida pelo diretor Mark Robson. Diversão pura e muita ação!

PATTON (Patton)

Premiadíssima produção de 1970, dirigida pelo conceituado Franklin J.Schaffner e estrelada por George C. Scott, ganhou 7 Oscars entre os quais o de melhor ator e melhor diretor. Conta a participação do general George S. Patton na 2ª Guerra, desde o desembarque no Norte da Africa até a invasão da Alemanha, quando suas tropas só foram parar na Tchecoslováquia.

Brilhante interpretado por George C. Scott, Patton é desses filmões que transcedem sua categoria e entram para sempre na história do cinema.

CRUZ DE FERRO (Cross of Iron)

Sam Peckinpah dirigiu James Coburn, Maximilian Schell, James Mason e David Warner neste original e violento filme de 1977, mostrando a guerra pelo ponto de vista alemão. De fato, é a saga de um pelotão em plena retirada no front russo, que recebe um novo comandante, um oficial prussiano (Schell) que quer ganhar, por seus méritos, uma Cruz de Ferro, condecoração dada por atos de bravura pela Werhmacht.

Muito sangue, corpos dilacerados, só falta o cheiro de queimado… Um Peckinpah tenso e legítimo.

UMA PONTE LONGE DEMAIS (A Bridge Too Far)

Outra superprodução de 1977, dirigida por Richard Attenbourough e com um elenco enorme, com nomes como Sean Connery, Dirk Bogarde, James Caan, Michael Caine, Edward Fox, Elliot Gould, Gene Hackman, Robert Redford e muita gente boa mais. Filmagem de outro episódio real da 2ª Guerra, a malfadada operação Market Garden, o maior desembarque de tropas paraquedistas pelos aliados em 3 pontes ao longo da Holanda, visando cortar a saída do exército alemão.

O ritmo do filme é preciso e importantíssimo, porque consegue passar para o espectador o que era mais importante na ação: tempo. As seqüencias de salto das tropas de para-quedas também são as melhores que já vi em qualquer outro filme de guerra.

Destaque para para os atores alemães Hardy Kruger e Maxmillian Schell, como os generais Ludwig e Bittrich, fazendo contraponto ao exército aliado.

O RESGATE DO SOLDADO RYAN (Saving Private Ryan)

Não tinha como deixar de fora a produção do Steven Spielberg, de 1998. Com um Tom Hanks interpretando um capitão Miller angustiado e sem esperanças, a jornada pela terra de ninguém para trazer de volta um soldado, uma missão insana e possívelmente inútil, traz a mais sensacional abertura de um filme de guerra de todos os tempos, uma sequência do desembarque de um pelotão de infantaria na praia de Omaha, na Normandia, no Dia D.

São mais de 15 minutos com a câmera girando para lá e para cá, captando toda a violência, degradação, terror e absurdo que é essa matança coletiva. Por mais estranho que seja, a mensagem é dada ali.

Levou 5 Oscars com toda a justiça e reergueu um gênero que vinha sendo esquecido, após o fiasco do Vietnã.

CARTAS DE IWO JIMA (Letters from Iwo Jima)

Recebeu 16 nominações para o Oscar e levou apenas uma, mas não faz mal. Na retomada do gênero, esse filme de Clint Eastwood, de 2006, mostrando a invasão da ilha japonesa de Iwo Jima sob o ponto de vista das tropas nipônicas, consegue ser terrivelmente belo, crú, violento e deixa claro o que todos sofreram com a brutalidade das batalhas pela conquista daquele território.

O filme é quase em preto e branco, a cor da ilha. Contado a partir de cartas que teriam sido escritas pelo General Kuribayashi, magnificamente interpretado pelo ator japones Ken Watanabe, segue o padrão tradicional dos filmes de guerra, da preparação até a grande batalha.

O BARCO (Das Boot)

Obra prima do diretor alemão Wolfgang Peterson, produzido em 1981, indicado para 6 Oscars, claustrofóbico e angustiante como o interior de um U-boat deve ser. As cenas mostrando o terror da tripulação ao ser atacada por cargas de profundidade de navios aliados são de um realismo e crueza incomparáveis.

Ótima realização do cinema alemão, exorcizando antigas cicatrizes.

TORA, TORA, TORA (Tora, Tora, Tora)

Superprodução de 1970, destacando Martin Balsam, Joseph Cotten, E.G.Marshall, Jason Robards, Sô Yamamura, Tatsuia Mihasi e Takahiro Tamura, mostrando em detalhes a preparação e o ataque japonês a base de Pearl Habour, que provocou a entrada dos Estados Unidos na guerra.

Ganhou merecidamente o Oscar de melhores efeitos especiais. Um dos melhores e mais bem feitos filmes do gênero até hoje.

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E lista continua no próximo post. Não pensem que esqueci “A Ponte do Rio Kwai”, “A Batalha do Bulge” ou o cultuado “A Queda”. Aguardem!

Vinte clássicos de ficção científica

Meus leitores mais antigos e fiéis (eita!!!) sabem que este post fez muito sucesso lá no Blog do Cejunior.    Como os filmes de ficção científica retornaram com toda e merecida força, resolvi atualizar, ampliar e revisar a lista dos favoritos.

Aliás, esse é um tema bem apreciado e igualmente polêmico, já que muita gente acha que sci-fi é assunto de criança, nerd e maluco, não necessáriamente nesta ordem, bem cada um tem seu gosto pessoal e sempre vai discordar de um, outro ou de todos os filmes.

Assim, aceito de bom grado sugestões, críticas e indicações.   Só não vale palavrão!

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A HORA FINAL (On The Beach) – 1959

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Com Gregory Peck e Anthony Perkins, dirigido por Stanley Kramer e baseado numa novela de Nevil Shute, este filme pouco conhecido no Brasil, filmado em P&B conta a história da tripulação de um submarino americano que se refugia na Austrália após a terceira guerra mundial ter destruido quase todo o mundo.

É assustador. Sua grande qualidade é mostrar que não existe esperança depois de um holocausto nuclear.

Foi refilmado para a TV em 2000, com Armando Assante no papel principal.

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O DIA QUE A TERRA PAROU (The Day the Earth Stood Sill) – 1951

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Um clássico, também em P&B, baseado num conto de Harry Bates, publicado em 1940. Dirigido por Robert Wise, no elenco estavam Micheal Rennie, Patricia Neal e Hugh Marlowe.

A história é singela e assustadora: uma nave alienigina atravessa o espaço com a missão de alertar a humanidade dos perigos das bombas nucleares. No entanto, assim que aterrisa em Washington, se não me engano, o tripulante Klaatu é atingido por um tiro das nossas forças de segurança.    Daí para a frente, o destino da terra vai depender de pessoas comuns, que dão abrigo e ajudam o alienígena.

Um filme sombrio, que deixa um duro alerta no seu final e infinitamente superior à refilmagem de 2008, com o Keanu “Matrix” Reeves.

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SOLARIS (Solyaris) – 1972

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Filmão soviético, dirigido pelo genial Andrei Tarkoviski, baseado num conto do ótimo escritor polonês Stanislaw Lew. Donatas Banionis faz o papel do psicólogo Kris Kelvin.

Longo, bem lento e complexo, sua sinopse conta que "Solaris vem sendo constantemente estudado há décadas, e cujo mistério sobre seu oceano ainda não foi esclarecido, nem seus efeitos. Por falta de interesse e resultados, a solarística está morrendo; aliado a isto, os membros na estação espacial que orbita o planeta estão sendo afetados pelo oceano. Por conta disto, o psicólogo Kelvin – conhecido de um dos doutores da solarística e amigo de um dos tripulantes – é mandado para a estação para averiguar a situação. Lá, ele percebe aos poucos que Solaris é, mais que um planeta, um espelho da alma."

Apesar de muita gente achar que Solaris é que nem uma sessão de análise com 3 horas de duração, foi considerado, na época, como uma resposta humanista ao festival tecnológico do "2001".

Particularmente ainda o acho instigante e belo, profundamente belo.

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2001 – Uma Odisséia no Espaço (2001 – A Space Odyssey) – 1968

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A obra prima de Stanley Kubrick e Arthur Clarke, que escreveram esse roteiro fantástico e gerou um dos ícones dos filmes de ficção científica, uma referência mesmo.

Estrelado por Keir Dullea, Gary Lockwood e Douglas Rain (a voz do computador HAL 9000), traça a trajetória do homem desde, aproximadamente, quatro milhões de anos antes de Cristo, até o ano de 2001, abordando a evolução da espécie, a influência da tecnologia nesse crescimento e os perigos da inteligência artificial.

Os efeitos especiais, revolucionários para a época e a trilha sonora, uma mistura de música eletrônica com o Danúbio Azul, de Johann Strauss, se integram de tal forma no filme que acabam fazendo parte essencial da narrativa.

Uma das maiores obras cinematográficas de todos os tempos e, apesar de estarmos em 2010, continua atual.

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FARENHEIT 451 (Farenheit 451) – 1966

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Primeiro filme colorido e em inglês do diretor francês François Truffaut, baseado num conto do escritor americano Ray Bradbury. Oskar Werner, Julie Christie e Cyrill Cusak fecham o elenco desse opressivo e angustiante trabalho.

Num futuro hipotético, os livros e toda forma de escrita são proibidos por um regime totalitário, sob o argumento de que faz as pessoas infelizes e improdutivas.    Se alguém é flagrado lendo é preso e "reeducado". Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os "bombeiros" são chamados para incendiá-la.

François Truffaut ficou decepcionado com a versão original do filme, pois não gostou de alguns diálogos em inglês, preferindo a versão dublada em francês do filme, cuja tradução foi inclusive supervisionada por ele.

Um autêntico libelo contra o totalitarismo. Em inglês ou françês é um filme imperdível!

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O PLANETA DOS MACACOS (Planet of Apes) – 1968

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Eu adoro esse filme!  Com roteiro do mago Rod Serling (da série Além da Imaginação), direção de Franklin J. Schaffner e atuação firme e caprichada de Charlton Heston, Roddy MacDowall, Kim Hunter e Maurice Evans, é daqueles filmes que te prendem na cadeira até a última cena que é, literalmente, um soco no seu estômago!

Destaque para a primorosa e cuidadosa caracterização dos atores macacos. Foi tão perfeita que os movimentos faciais eram naturais e simiescos, claro. E isso sem usar computação gráfica!

É um filme pessimista, não mostrando qualquer simpatia ou esperança pela raça humana, muito pelo contrário.

Outro clássico do gênero, sem dúvida nenhuma.

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NO MUNDO DE 2020 (Soylent Green) – 1973

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Também pouco conhecido por aqui, esse petardo está muito atual. Vejam só a sinopse:  "em 2022 Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geléia de morango custa 150 dólares. Neste contexto é assassinado um milionário, William R. Simonson (Joseph Cotten), que quando viu que seria morto não esboçou gesto nenhum para se defender. O detetive Robert Thorn (Charlton Heston) é designado para investigar o caso e constata algo realmente estarrecedor."

Baseado na novela "Make Run! Make Run!" do escritor Harry Harrison, dirigido por Richard Fleischer e estrelado por Charlton Heston, Leigh Taylor-Young, Joseph Cotten e com a participação especial de Edward G.Robison que arrasa com seu personagem "Sol", é mais um filme opressivo e enlouquecedor, onde a morte de milhões é tratada como uma solução econômica para os desmandos com o meio-ambiente e a explosão populacional.

Um filme que, em tempos de aquecimento global, deveria ser revisto. Atuação enxuta de Heston que consegue passar toda a sua perplexidade com o que vê!

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BLADE RUNNER (Blade Runner) – 1982

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Da novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?", de Philip K.Dick, Ridley Scott criou esse conceituado filme, passado numa Los Angeles sombria, superpopulosa e chuvosa, descreve um futuro em que a humanidade inicia a colonização espacial, para o que cria seres geneticamente alterados – replicantes – utilizados em tarefas pesadas, perigosas ou degradantes nas novas colônias.

Com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah e Edward James Olmos.

Acabou virando um filme cult, principalmente porque trata da efemeridade da vida, representada no caso pelos replicantes.

Nenhuma videoteca pode prescindir desse trágico e pungente filme.

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O EXTERMINADOR DO FUTURO (The Terminator) – 1984

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Uma parceria James Cameron-Arnold Schwarzenegger que deu muitíssimo certo.

Com um elenco contando ainda com Linda Hamilton e Michael Bien e roteiro do próprio Cameron, o filme foi um sucesso pela atuação robótica e obstinada do Arnoldão e pelo clima de suspense que se mantém até a última cena.

Muito original, inteligente, com uma história bem fechada:  "num futuro próximo, a guerra entre humanos e máquinas é deflagrada. Para aniquilar com o inimigo, é enviado ao passado um andróide com a missão de matar a mãe do principal líder guerrilheiro humano. Mas um outro humano também é enviado ao passado, para protegê-la."

Sem dúvida, um dos melhores trabalhos do governador da Califórnia.

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A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA The Omega Man – 1971

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Sou fã de carteirinha, tenho o filme, o livro e ainda não cansei de assistir!

Do livro de Richard Matheson, "I Am Legend", o diretor Boris Sagal conseguiu construir uma pequena obra prima, com uma atuação marcante de Charlton Heston (novamente!) interpretando um Robert Neville descompromissado e violento e Anthony Zerbe, como Mathias, o líder dos sobreviventes, fanático e determinado em apagar todos os traços da dita civilização moderna.

Um filme para se rever e pensar. Se você pensa que é mais uma história de zumbis, pode esquecer. The Omega Man relê a história original e discute o que vivíamos nos anos 70.

Leia o livro. E se possível, assistam a versão original com Vincent Price, de 1964, batizada aqui no Brasil de "Mortos que matam".

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ALIEN – O 8º PASSAGEIRO(Alien) – 1979

Mais uma obra prima de Ridley Scott, com Sigourney Weaver em grande forma, Tom Skerrit, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton e Jonh Hunt, entre outros. A nave Nostromo, ao investigar um pedido de ajuda, aterrissa num planeta distante, onde sua tripulação descobre estranhas e mortais criaturas, as quais tem de de combater para voltar à Terra com vida.

Quase um filme de terror, claustrofóbico, já que se passa todo dentro da Nostromo, com uma criatura horripilante e marcante se esgueirando pela escuridão.

A sequencia do peito de John Hutton explodindo é uma das mais horripilantes da cinematografia moderna.

Filmaço imperdível que gerou diversas continuações e os filhotes "Aliens X Predators".    Completamente contra indicado para hipertensos!

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GUERRA NAS ESTRELAS 4 Star Wars – 1977

O filme de George Lucas, o primeiro de uma saga de 6 filmes, acordou um gênero que estava esquecido. E trouxe de volta a velha idéia de seriados de cinema, que eram comuns nos anos 40 e 50. Além disso, usou e abusou dos efeitos especiais e da computação gráfica, criando um mundo fantástico com o maior realismo possível, se posso falar assim.

Com Harrison Ford, Mark Hammil e Carrie Fischer, o elenco também tinha o vilão Darth Vader, cuja voz de trovão (de James Earl Jones) e a roupa negra sem mostrar o rosto era a macabra marca registrada.

Um sucesso completo que revolucionou a forma de fazer um filme de ficção científica.

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MATRIX (The Matrix) – 1999

Bolado e dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowiski, estrelado por Keannu Reeves, Laurence Fishborn e Carrie-Anne Moss, Matrix foi o primeiro filme de uma trilogia estranhíssima, que conta a luta do ser humano para se livrar do domínio das máquinas que evoluíram após o advento da Inteligência Artificial. Em um recurso extremo, a humanidade cobriu a luz do Sol para cortar o suprimento de energia das máquinas, mas elas adotam um solução radical: como cada ser humano produz, em média, 120 volts de energia elétrica, começam a cultivá-los em massa como fonte de energia. Para que o cultivo fosse eficiente, os seres humanos passaram a receber programas de realidade virtual, enquanto seus corpos reais permaneciam mergulhados em habitáculos nos campos de cultivo. Essa realidade virtual, que é um programa de computador ao qual todos são conectados, chama-se Matrix e simula a humanidade do final do século XX.

Um enredo de arrepiar e uso inteligente de computação gráfica fizeram desse filme um verdadeiro cult entre os fãs do gênero.

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VAMPIROS DE ALMAS (Invasion of the Body Snatchers) – 1956

Dirigido por Don Siegel e estrelado por Kevin McCharty, este clássico da década de 50 provocou comoção quando foi exibido nos Estados Unidos.    

O filme mostra uma invasão alienígena numa cidadezinha norte americana, daquelas onde todos conhecem todos. Os invasores são enormes vagens leguminosas que se alojam próximo a seres humanos em estado de letargia e lhes duplicam o físico e a mente, mas não as emoções, em cópias quase perfeitas; portanto mantém as características mais íntimas de sua essência vegetal. Após o processo, o humano matriz, original, é destruído, restando só a cópia.

Na época, em pleno surgimento da guerra fria, o filme foi visto como uma metáfora da ameaça comunista.

Foram feitos dois finais: um, onde os alienígenas são destruídos e o outro, pessimista, mostrando que não havia esperança para os humanos.

A atuação de Kevin McCarthy é exemplar!

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O ENIGMA DE ANDRÔMEDA (The Andromeda Strain) – 1971

 

Filmaço dirigido por Robert Wise, com Arthur Hill, David Wayne e James Olson, foi indicado para 2 Oscars.

Um satélite espacial sai de órbita e cai em uma cidadezinha. Gerada pela colisão, uma bactéria fatal e misteriosa começa a dizimar a população. Uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório subterrâneo para encontrar a cura e descobre que apenas uma criança e um bêbado sobreviveram. A ansiedade aumenta, ao mesmo tempo em que os pesquisadores correm para encontar uma solução, antes que a humanidade seja exterminada.

O filme, que prende a atenção do começo ao fim, foi baseado no livro homônimo do excelente escritor Michael Crchton, publicado em 1969.

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DARK CITY (Dark City) – 1998

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Com direção e roteiro de Alex Proyas e estrelada por Rufus Sewell, Kiefer Shuterland, Jeniffer Connely e Richard O’Brien, trata-se de uma produção australiana que recria o clima dos filmes noir da década de 50 com uma história que, no mínimo, inspirou a trilogia “Matrix” com um ano de antecedência.

Sem investir em grandes efeitos especiais mas pegando o espectador pela cabeça e surprêsa, Dark City nos obriga a viver numa cidade onde o sol nunca brilha e as ruas nunca são o que parecem.     Seus personagens correm por becos sem saída e sem respostas.    E o futuro parece sempre mais distante.

Recomendadíssimo e merecia ser melhor divulgado aqui no Brasil.

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OS DOZE MACACOS (Twelve Monkeys) – 1995

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Terry Gilliam dirigiu e Bruce Willis, Brad Pitt e Madeleine Stowe estrelaram esse bom filme que trata de um tema recorrente no gênero mas bem atual:  a devastação da humanidade por um vírus.   

Brad Pitt foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante e ganhou o Globo de Ouro com uma interpretação completamente alucinada.   Mas, na minha opinião, Bruce Willis compõe um presidiário do futuro descrente, cansado e deprimido que, voltando ao seu passado encontra as respostas para os acontecimentos que virão.

Só vendo mesmo!

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STAR TREK (Star Trek) – 2009

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Trata-se de um filme completamente novo, dirigido pelo J.J.Abrams (de Lost), mostrando a origem de James T. Kirk, Spock, Zulu, Uhura, McCoy, Scott, Checov, a famosa tripulação da legendária Enterprise.

O elenco muito bem escolhido traz Chris Pine como um Kirk turbulento e agressivo, Zachary Quinto como um surpreendente Spock dividido mais do que nunca entre seus lados vulcano e humano e Karl Urban como um instigante Dr. McCoy, o Magro, sempre um “grilo falante” de Kirk.

O grande achado é que a história sofre uma influência temporal, pemitindo a filmagem de novas continuações diferentes de tudo o que já foi feito.

No entanto, é um filme para iniciados.   Recomenda-se levar um trekmaníaco a tiracolo.   Um grande filme e, a meu ver, injustiçado no Oscar deste ano.

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O DIA DEPOIS DE AMANHÃ (The Day After Tomorrow) – 2004

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Uma abordagem dura e catastrófica sobre os efeitos do aquecimento global, dirigida pelo expert em destruição de cenários Roland Emmerich, com Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Emmy Rossum e Sela Ward.   

Filmado quase todo em Montreal, no Canadá, mostra o advento de uma nova era glacial, provocada pelos desmandos ambientais que irresponsávelmente provocamos.     Um show de efeitos especiais e muita crítica nada velada aos países ricos, que são obrigados a pedir abrigo e ajuda aos colegas do terceiro mundo.

Vale pelo cuidado da produção e o impacto das imagens.

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O QUINTO ELEMENTO (The Fifth Element) – 1997

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Outra vez o Bruce Willis.   Agora numa produção dirigida pelo francês Luc Besson, com o ótimo Gary Oldman e  Mila Jovovich mostrando porque seria a mais nova rainha dos filmes de ação.  

Quase uma fantasia de ficção científica, o enredo se baseia numa ameaça alienígena à sobrevivência da humanidade, algo que só pode ser evitado pela conjugação de quatro pedras  que representam os quatro elementos – fogo, água, ar, terra – além do quinto elemento, corporificado pela jovem extraterrestre Leeloo (Milla Jovovich).

Muita cor, bom humor, ação e uma curiosidade: em nenhum momento do filme o herói (Willis) e o vilão (Oldman) se encontram.      A cidade de Nova York bolada por Luc Besson, completamente flutuando no ar, dá uma mostra da inventividade do filme.

Programão.

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E é isso aí, meus amigos.    Deixei de colocar os filmes do Spielberg (“Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “A.I.”, “Minority Report” e “Guerra dos Mundos”) simplesmente por uma questão de gosto.   Eu não gostei de nenhum deles!!     

Ficam sobrando também “2012”, um festival de demolição em escala planetária e o tão falado “Avatar” que, com toda a tecnologia, não passa de uma animação.

Merecem menção os três “De Volta Para o Futuro”, “Dr. Fantástico”,  “Zardoz”, “Stalker” e “Eu, Robô”.

Finalmente, se alguém conhecer algum bom filme brasileiro do gênero, que não seja o incompreensível “Quem é Beta ?”, do Nélson Pereira dos Santos, é só avisar.