Gratidão

Foto: Carlos Emerson Jr.

“Só há felicidade se não exigirmos nada do amanhã e aceitarmos do hoje, com gratidão, o que nos trouxer. A hora mágica chega sempre”. (Hermann Hesse)

E é com o coração cheio de amor e gratidão e lágrimas que insistem em descer dos meus olhos que agradeço aos Dr. Sérgio Polo, cirurgião e gastroenterologista aqui de Nova Friburgo que diagnosticou minha doença e deu um norte para minha cura.

Agradeço ao Dr. Flávio Sabino, cirurgião oncologista e sua equipe, que tirou minhas dúvidas e medos, me operou e cuidou de mim durante toda a hospitalização.

Agradeço aos médicos, equipes de enfermagem e de serviços de saúde do Hospital Quinta D’Or, no Rio de Janeiro, sempre atenciosos, eficientes e carinhosos. Ao pessoal do CTI, que “hospedou” esse velho paciente por sete dias, um obrigado especial: vocês foram demais.

Agradeço aos amigos e vizinhos que colocaram meu nome nos cultos Católicos, Evangélicos, Messiânicos, Presbiterianos e Espíritas. O tempo todo me consolava sabendo que Ele estava perto de mim. Da mesma forma, agradeço a preocupação e alegria quando de meu retorno. Valeu muito!

Agradeço a minha família, especialmente minha querida irmã Regina e meu cunhado Pedro, que me acompanharam nesta jornada e ainda me deram abrigo, amor e alimento em sua casa antes que eu fosse liberado para voltar para Nova Friburgo.

Agradeço a minhas filhas Mariana e Denise por toda a ajuda, orações, companhia e amizade por esse pai que tanto adora vocês!

Agradeço a Fafá, grande paixão amor de minha vida, presente em todas as horas boas e ruins que vivemos juntos no mês de março, carinhosa e cuidadosa ao extremo. Não tenho como pagar essa dívida a não ser com muito amor.

Finalmente, agradeço a Deus pela benção, proteção, força e serenidade que me permitiram passar por essa provação. Obrigado, Senhor.

Com gratidão,
Carlos Emerson Jr.

Agosto, o fim de um deus

Nagasaki, 1945

Foi no dia 15 de agosto de 1945, ao meio-dia, que Deus falou para o povo no rádio, pela primeira vez. O Imperador Hiroito, considerado uma divindade no Japão, anunciou que a guerra havia terminado e todos tinham que se preparar para suportar o intolerável. As imagens e o terror provocado pela destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki (duas cidades católicas, por sinal) tinham sido suficientes. Em 1º de janeiro de 1946, o imperador fez sua segunda transmissão radiofônica afirmando que sua família não tinha nenhuma ligação divina, seu sangue era igual aos dos japoneses e ele decididamente não era um deus. Por iniciativa das tropas de ocupação aliadas, preocupadas com notícias de suicídios em massa, tumultos e vandalismos, o Imperador Hiroito continuou no poder até morrer, em 1989. Com o passar dos anos, todos se esqueceram que um dia ele foi Deus.

Para quem se interessar, segue o link com a tradução livre com a transmissão histórica do dia 15: Gyokuon-hōsō.