Natal

Pintura: Kate Cosgrove

Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

(Autor Desconhecido)

Uma tarde nas compras

A gente luta, protesta, resiste, esperneia e até mesmo grita mas não tem jeito, por bem ou por mal acaba tendo que fazer as compras de Natal! No meu caso, nem deu para argumentar, a Vivo deletou minha conta de telefone de Friburgo e a única maneira de abrir uma nova é nas lojas oficiais das operadoras que, por uma estranha coincidência, funcionam nos melhores e piores shopping centers do Rio.

Encarar a loja da Claro até foi moleza, surpreendentemente vazia. Chip novo comprado, ativado e instalado, lá fomos nós para a segunda e mais importante tarefa do dia, segundo a ala feminina da família, atacar a lista de presentes. Haja pé para andar, sacolas para carregar e dinheiro para gastar. Santa Claus, me ajude!

Mas nem tudo é tão ruim assim, juro! Foi sair da loja da operadora para o celular com a linha de Nova Friburgo tocar:

– Oi Fred, você já está na Prefeitura?
– Não meu amigo, eu sou o Carlos e estou no Rio Sul.
– ??????
– Pois é… e não precisa me dar os pêsames.
– Hahahaha, desculpe Carlos e boas compras.
– Isso é ironia, né?

Pois é, o camarada liga errado e ainda tira sarro! Eu mereço, até mesmo porque a partir daí começou a chover na cidade e todo mundo que estava na rua (e até mesmo em casa, carioca tem umas manias estranhas) resolveu vir para o shopping. E tome fila nas escadas rolantes, nos banheiros, nas lojas mais populares, nos restaurantes e lanchonetes. Caminhar carregando umas dez sacolas em cada uma das mãos passou a ficar muito complicado.

De qualquer maneira, que remédio, a gente acaba se divertindo. Afinal é dezembro, o Natal vem aí mas depois dessa data o mercado só vai exigir nosso sacrifício aos deuses do consumo no mês de maio do ano que vem, no Dia das Mães. Até lá, dá para recuperar o prejuízo (e o juízo).

Boas compras!