Íris

Foto: Carlos Emerson Junior

Seria essa flor uma Íris legítima? Segundo o Google sim mas, como ele adora pregar uma peça nos incautos, relaciona logo a seguir diversas espécies parecidas com nomes distintos, como “Íris-da Sibéria” (bem apropriada com o frio que tem feito à noite aqui na serra), “Íris-Amarelo”, “Iris Tectorum”, “Íris Versicolor” (linda, puxando para os tons de vinho, branco e amarelo), “Iris Reticulata”, “Íris Pálida” (bem óbvio, azul clarinho, bem desbotado), “Íris Sanguínea” (azul forte, vibrante, mas não perguntem por que esse nome numa uma flor azul.), “Íris Aquática”, “Íris Variegata”, “Íris Negra” (roxa, bem escura, quase negra mesmo. Uma maravilha), “Íris Láctea” e a curiosa e completamente diferente das outras “Íris Confusa”, pequena, quase uma florzinha de mato.

A lista é longa, possivelmente trabalho para todo um dia. Gosto muito de flores e morar numa cidade produtora de flores (a segunda do Brasil), onde em qualquer terreno baldio ou mata virgem você dá cara com todas elas, nas quatro estações do ano, é um presente para fotógrafos, amantes da natureza e amigos das flores, esse milagre da natureza que, entre todas as suas utilidades nos remete ao nosso melhor sentimento, o amor.

Bicho-pau

Foto: Carlos Emerson Junior

Segundo o Wikipédia, o simpático galhinho da foto acima é um insetos da ordem Phasmatodea, também denominada Phasmida, Phasmatoptera ou Phasmodea, que mimetizam pedaços de madeira ou gravetos. É popularmente conhecido como “Bicho-Pau”! Existem 13 famílias, 523 gêneros e 2.822 espécies de bichos-pau, sendo 591 encontradas na América do Sul. O único lugar do planeta onde eles não moram é na Antártida.

Fiquei cismado: com tanta floresta aqui em volta de casa, o que pensou esse cidadão quando veio se “abrigar” na parede imaculadamente branca da varanda da sala aqui de casa? Sorte dele que não sou nenhum predador e a cachorra Filó está muito velhinha para ficar pulando em Bicho-Pau. Olhou, me olhou e voltou a dormir. Esse ganhou um tempinho de paz.

O descaso

Foto: Carlos Emerson Junior

Rua Professora Leonina Ferreira, Braunes, uma das duas vias de acesso para o Sans Souci. As fotos foram feitas hoje, domingo, dia 26 de maio, por volta do meio-dia. A via não tem calçadas, o mato cresce livremente, a iluminação é precária e de brinde levamos vazamento de esgoto, fios elétricos espalhados pelo chão e bueiro pronto para engolir ou derrubar um incauto. Pois é! Para a prefeitura, que só se lembrou do nosso bairro para fazer as mudanças no trânsito no final do ano passado, na base do grito, mentiras e intimidações, os meus pêsames e a certeza de que não terão o nosso voto nas eleições do ano que vem.

Foto: Carlos Emerson Junior
Foto: Carlos Emerson Junior
Foto: Carlos Emerson Junior
Foto: Carlos Emerson Junior

Lixo em Lumiar

Foto: Saint Clair Mello

Confesso que fiquei arrepiado quando soube o motivo da revolta dos moradores de Lumiar, bucólico e simpático distrito de Nova Friburgo: a implantação de um lixão! Como assim? Querem matar o que ainda resta de turismo em nossa cidade? Nem foi preciso chegar, o jornal local A Voz da Serra reproduziu declarações de diretores da concessionária de lixo, a EBMA, garantindo que a intenção é a construção de um “ecoponto, local de entrega voluntária de resíduos recicláveis e para armazenamento temporário de resíduos domiciliares”.

Sei lá. Mais uma vez a falta transparência entre os órgãos da administração municipal e os moradores traz dúvidas e incertezas. O que tenho certeza mesmo é que uma obra dessas, da maneira como for feita e utilizada, pode produzir danos irreparáveis no meio ambiente e no turismo de Nova Friburgo. Acho bom ficarmos todos com olhos e ouvidos bem abertos.

Dias de calor

Foto: Carlos Emerson Jr.

Você mora na serra fluminense. Sua cidade é considerada a mais fria do estado. No inverno as temperaturas chegam ao zero absoluto e geadas são comuns na zona rural. Reza a lenda que até já nevou. Seu bairro fica em cima de um morro, bem na frente da montanha que separa sua cidade da baixada. Mais arejado e ventilado, impossível. No entanto, o verão veio forte e lá na sua cozinha, ao lado da janela, o velho termômetro avisa que a temperatura chegou a inacreditáveis 30º à sombra, ou melhor, dentro de sua casa.

É o fim do mundo, diriam os ambientalistas, aplaudidos de pé por cariocas calorentos, como este que vos fala. Como assim, 30º? Cadê a chuva? O frio? A geada? Foi com o maior prazer que dei adeus para o Rio e me mandei atrás de paz, segurança, sossego e um pouco de frio, não necessariamente nessa ordem, é claro. Com que direito uma onda de calor – que veio pelo mar – invade minhas montanhas, minha cidade, minha casa, meu bem-estar?

Pois é, fica registrado o meu protesto indignado contra esses dias de calor que estão assolando nossa querida Nova Friburgo. Tem quem goste, é claro. A turma que ama descer a serra para as praias fluminenses está fazendo a maior festa. Deixa estar. Qualquer hora dessas Friburgo volta a ser Friburgo e uma frente fria, daquelas que chegam aos 12, 13º estaciona por aqui durante, digamos, uma semana e tudo volta a ser como era.

Um baita frio!

Onze de Janeiro

Foto: Carlos Emerson Jr.

No dia onze de janeiro de 2011, a bela e acolhedora Capela de Santo Antônio, na Praça do Suspiro, amanheceu assim, bem como grande parte da cidade de Nova Friburgo. A tragédia que, oficialmente levou 918 pessoas, deixou mais de 30 mil desabrigados e uma centena de desaparecidos nas cidades da nossa Região Serrana, precisa ser recordada. O que aconteceu naquele dia, um desastre ambiental de proporções épicas, mudou Nova Friburgo para sempre. Acredito que estamos mais preparados, atentos, cuidadosos, mas o caminho ainda é longo e viver nas montanhas tem um preço óbvio, tempestades, cheias e desabamentos. Não faz mal, moramos aqui e aqui continuaremos. É a nosso lar.

Carlos Emerson Jr. (2019)

O voo do socó

Foto: Carlos Emerson Junior

Geralmente eles não ligam para humanos mas esse aí, abusou da vontade de “aparecer”: fez pose de lado, de frente e, quando percebeu que eu ia embora, deu esse belo voo, pousando alguns metros adiante para, na cabeça dele (ou na minha, “especialista” em socós) mais fotos. Caminhada da manhã, jardins do Country, Nova Friburgo.

Falando de flores

Foto: Carlos Emerson Junior

Sou um completo analfabeto quando o assunto são flores mas sei muito bem que, como “modelos” para fotos, são imbatíveis! Flores são tão bonitas que nem precisam fazer pose. Nunca reclamam da nossa demora para “acertar” a câmera, não se mexem e algumas até nos presenteiam com um perfume gostoso e elegante. Decididamente, fotografar flores é Zen e se for em Nova Friburgo é o próprio Nirvana!

Foto: Carlos Emerson Junior

Réquiem pra uma árvore

Foto: Carlos Emerson Junior

A árvore jaz morta na calçada,
com a base de seu tronco quebrada.
Não sei se foi o vento,
um veículo, até mesmo um raio.
Será que ela estava doente?
Teria sido vítima de uma violência gratuita?

Em uma cidade cercada pela Mata Atlântica,
mas onde, que ironia, poucas ruas são arborizadas,
a visão da árvore morta na calçada dói.
Muito!

*****

Sábado, dia 13 de outubro. Rua Dr. Barcellos, quase esquina com a rua Sara Braune, aqui nas Braunes, Nova Friburgo.