O Chalet vive!

Foto: Carlos Emerson Junior

Quase um mês sem dar as caras (por culpa do frio) nos jardins do Country para minhas caminhadas, levo um baita susto quando vejo que as obras de reforma do histórico Chalet do Parque São Clemente foram retomadas! Viva! O velho imóvel, hoje com mais de 150 anos de idade, ponto principal de um dos mais belos jardins que já vi no mundo (sem exagêro), merece o carinho e amor de todos os friburguenses.

Ganhei o dia, ou melhor, o ano!

Mais notícias (e fotos) em breve. Para quem não conhece, ou quer saber sua história, recomendo a leitura do ótimo artigo da Professora Janaína Botelho, publicado no A Voz da Serra: “O Chalet do Parque São Clemente”.

Foto: Carlos Emerson Junior

Inspiração, cadê você?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Da janela do meu escritório eu vejo o Caledônia. Por cima dos telhados das casas, muito além da antena da Rádio Friburgo e, nesses dias de março, sempre enevoado e chuvoso. No outono o sol bate forte pela manhã e a rocha fica que nem ferrugem, contrastando com o céu bem azul e limpo.

Essa é a minha janela. Coloquei a escrivaninha bem ao lado dela. Meu desktop, as anotações, rascunhos, fotos, telefones, o pendrive… Enfim, é aqui que eu trabalho. Inspiração? Com essa vista? Sei não, às vezes atrapalha. Distrai sabe, a gente fica olhando, divagando, agora, por exemplo: a montanha está dentro das nuvens e só vejo a chuva caindo lá pelos lados do Cônego.

Tudo muito cinza, muito escuro. Aliás, com licença que vou baixar o vidro, está batendo um vento gelado! Mas onde eu estava? Ah sim, inspiração! Curiosamente, não conheço a montanha. Dizem que em dias claros, lá do alto podemos ver o Rio e a Baia da Guanabara. Também falam que a subida é fácil, apesar de longa. Talvez um dia…

E lá estou eu fantasiando novamente. As nuvens que rodeiam a montanha agora vem rápido em minha direção. O vento forte faz as janelas baterem e trovões já se fazem ouvir. Vai chover outra vez e eu aqui no escritório, ao lado da janela, precisando escrever um texto, qualquer um!

Inspiração? Onde foi parar você, minha cara? Olhando para a janela, só consigo mesmo é sonhar.

(2008/2018)

Um amigo

Foto: Carlos Emerson Junior

A caminhada na manhã de hoje, uma segunda feira, mostrou Friburgo ensolarada mas ainda com o resto do frio da madrugada e completamente vazia. Do Sans Souci até o Bairro Ypú, passando pelo Alto das Braunes, Santa Elisa e Catarcione, ônibus, carros e pessoas transitando eram raridades. Parecia um domingo mal colocado, como se o calendário tivesse enlouquecido.

Andei trechos enormes sem cruzar com ninguém. Quase não vi bicicletas, o que é uma pena, a cidade está ótima para elas. Na Praça Marcílio Dias, no Paissandú, reapareceu a civilização, mas muito distante do habitual. Algumas lojas se preparando para abrir, rodinhas em algumas bancas de jornais e um ou outro gato pingado naqueles botequins que nunca fecham.

Na Avenida, aí sim, muita gente aproveitando o sol para se exercitar. Um casal de namorados em um banco à margem do Bengalas, idosos para lá e pra cá, além da turma que sempre traz o cachorro para andar. Voltando para casa, subindo as Braunes, a mesma solidão do início da jornada diária: ninguém nas ladeiras ou na Estácio (não teve aula).

Para não dizer que não conheci ninguém, aí em cima está o amiguinho que não quis conversa comigo na petshop, mas posou como um modelo aqui para o Blog. Gente boa, até a gatinha da loja gosta dele. Em tempos estranhos, difíceis mesmo, uma imagem simpática não tem contraindicação. E se você sorrir, melhor ainda.

Boa semana.

Cedro do Líbano

Foto: Carlos Emerson Jr.
A caminhada-treino de hoje teve um propósito, um destino. Fui até os jardins do Country Clube para ver o Cedro do Líbano, recém-plantado no último dia 5 de maio pelo pessoal da colônia libanesa de Nova Friburgo. Gostei. Uma placa de metal identifica a muda, que está devidamente protegida de seres irracionais e racionais por uma gaiola de ferro. Uma cartaz maior, com os versos do Salmo 92.13 e 15, chama a atenção para o pequeno broto.

Fico aqui, pensando, quanto tempo leva para um Cedro do Líbano crescer. O Google, consultado, não se faz de rogado e informa que é uma árvore grandiosa, de crescimento bem lento, podendo atingir 40 metros de altura e 14 metros de diâmetro no tronco. É o símbolo do Líbano e é citado mais de 70 vezes na Bíblia. Também é chamado de o Cedro de Deus.

Será que algum dia o verei lindo, bonito, imponente, único em nossa cidade? Possivelmente não, mas não importa. Saber que estamos criando um ser vivo que vai durar séculos é, definitivamente, um legado da festa dos nossos 200 anos. Cabe a nós, friburguenses da gema, adoção e coração cuidar, proteger e amar o nosso Cedro do Líbano.

Como o nosso futuro, não é mesmo?

Foto: Carlos Emerson Jr.

Feliz aniversário, Nova Friburgo

Fotos: Carlos Emerson Jr.

Parabéns, Nova Friburgo, você merece. Não é todo o dia que uma cidade faz duzentos anos, recebendo de braços abertos, como um porto seguro, forasteiros em busca de qualidade de vida, clima generoso, ar puro e, principalmente, andar em suas ruas sem medo. Já nos conhecemos há mais de vinte anos, não é mesmo? Ah, naqueles dias você flertava com os turistas, seduzindo-os com seus encantos, suas matas, seu povo generoso e simpático. Pois é, fui uma de suas vítimas, Nova Friburgo e aqui estou, pronto para aplaudir, comemorar, cobrar, consertar, ajudar você se levantar novamente, graciosa e encantada.

Feliz 200 anos!

Publicado no site Transparência Nova Friburgo.

Floresta alpina

Foto: Carlos Emerson Junior

Caramba, será uma floresta alpina? Austria? Suiça? Bavária (o estado alemão e não a cerveja)? Liechtenstein? Uma estradinha nas montanhas, em pleno verão? Que nada, é apenas um cantinho do Cônego, bem no final da Via Expressa. Tanto tempo depois, Nova Friburgo continua me surpreendendo em cada caminhada.

Vila Operária

Foto: Carlos Emerson Junior

Trecho parcial de casas da Vila Operária da Fábrica Filó, em Nova Friburgo. O site Educação Pública, do Governo do Estado do RJ, conta que “em janeiro de 1925, numa região pantanosa chamada Vila Amélia, inicia-se a construção dos primeiros edifícios da fábrica, além das casas para seus operários, parque recreativo, junto a uma floresta de eucaliptos, pinheiros, madeira de lei, transformando o que foi um brejo numa área habitável, industrial, recreativa, geradora de empregos diretos e indiretos. Em 17 de setembro de 1925, as primeiras máquinas de filó começaram a operar na cidade e no Brasil, contando com 120 operários, tendo como sócios-fundadores os Srs. Carls Siems, Julius Arp e Otto Siems.”

Grande parte das instalações da fábrica hoje abrigam a Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Algumas casas que restaram da vila ainda estão ocupadas.

Andando por aí

Foto: Carlos Emerson Junior

“Caminhar pela cidade é uma forma de mobilidade urbana. Caminhar pelas calçadas e ruas da cidade deixando o olhar se perder entre as frestas de céu que edifícios, casas e árvores deixam entrever. Tomar cuidado com o buraco da calçada e não perder de vista o fluxo incessante de pessoas e as milhões de oportunidades de observação do inusitado, do espontâneo e do não-programado. Chegar onde se deseja, sem deixar escapar da vista o caminho.”

Pois é, o Mobilize e O Aprendiz estão aí para nos lembrar que andar a pé é a maneira mais simples e barata de ir do ponto A até o B ou, simplesmente, passear sem rumo. Concordo e confesso, é a minha maneira favorita de me deslocar, principalmente numa cidade fotogênica, calma e com clima amigo como Nova Friburgo. Pena que as calçadas ainda não são bem cuidadas, mas a gente chega lá.

Encontrei e fotografei essa caixa de correio andando ao acaso em uma rua do Vale dos Pinheiros, um bairro residencial muito bonito, que só pode ser apreciado a pé. Aproveite os dias ensolarados na serra, coloque um tênis e caminhe. A cidade pede para ser descoberta.