O lago morto

Foto: Carlos Emerson Jr.

Emily Brontë

O lago morto, o céu cinzento ao luar;
Pálida, lutando, coberta pelas nuvens,
A lua;
O murmúrio obstinado que cochicha e passa
(Dir-se-ia que tem medo de falar em alta voz).
Tão tristes agora,
Recaem sobre meu coração,
Onde a alegria morre como um rio deserto.
Minhas pobres alegrias…
Não as toqueis,
Floridas e sorridentes.
Lentamente, a raiz acaba de morrer.

(O Parque Santa Elisa tinha um lago. Na tragédia que devastou Nova Friburgo em 2011, ele morreu.)