O Imperador da Paz

O imperador da paz
Foto: Ytsuo Ynouye

O 125º Imperador do Japão, Akihito, quinto filho do imperador Hiroito (aquele mesmo da segunda guerra mundial), nasceu em 1933 e assumiu trono em 1989, onde reinou até hoje, dia 30 de abril, quando abdicou em favor do seu filho Naruhito, depois de 30 anos, por motivos de saúde (um câncer e coração). É o primeiro imperador a abrir mão do trono em 200 anos.

Confesso que cresci vendo a figura icônica do seu pai, o primeiro imperador japonês que foi ao rádio avisar ao seu povo que o Japão não podia mais continuar a guerra. Com o tempo, a história foi sendo escrita, revista e descobri que o filho Akihito era seu oposto, tendo visitado mais de 37 países, a maioria deles para pedir perdão pelos sofrimentos da guerra. Apoiou materialmente e pessoalmente as vítimas dos terremotos e da usina de Fukushima, tragédias que devastaram o Japão nos anos recentes. Em suma, era um imperador da paz.

Aliás, uma de suas últimas frases, que vai ficar marcada na minha memória, foi quando ele afirmou que sua “maior alegria era saber que durante seu reinado nenhum soldado japonês morreu numa guerra ou conflito armado”. Até onde eu sei, só o Papa pode afirmar algo semelhante.

Vai com Deus, Imperador Akihito. E oremos para que Naruhito não se meta em aventuras militares de terceiros, o mundo precisa muito de paz.

Um lugar

Quando você andar por uma rua qualquer das Braunes (ou outro bairro qualquer), em Nova Friburgo, não se esqueça de olhar para o céu e as montanhas. Ouça o silêncio, respire o ar puro, valorize a tranquilidade. Pois é, meu caro amigo, eu sei que nem tudo o que reluz é ouro e perfeição é, quase sempre, um conceito inatingível, mas se não lutarmos pelos nossos sonhos, o que nos restará? Olhem o Rio…

Um ótimo fim de semana!

Palavra

por Irene Gomes

“Palavra não foi feita para dividir ninguém,
palavra é uma ponte onde o amor vai e vem,
onde o amor vai e vem.

Palavra não foi feita para dominar,
destino da palavra é dialogar,
palavra não foi feita para opressão,
destino da palavra é união.

Palavra não foi feita para a vaidade,
destino da palavra é a eternidade,
palavra não foi feita p’ra cair no chão,
destino da palavra é o coração.

Palavra não foi feita para semear
a dúvida, a tristeza e o mal-estar,
destino da palavra é a construção
de um mundo mais feliz e mais irmão.

oOo

Em tempos de tantos conflitos, os versos da canção de Irene Gomes servem como um farol de lucidez, lembrando que não custa nada parar de pensar apenas em nós mesmos, alimentando o coração com sentimentos como o ódio. Muito obrigado a Igreja Nossa Senhora do Brasil pela publicação dos versos e ao Portal Luteranos pelas informações sobre a autora.

Tenham todos um ótimo dia.