Meus pêsames, ministra

O texto abaixo é uma transcrição fiel da petição a um processo movido contra o INSS, que foi esquecido no Supremo Tribunal Federal, com certeza porque não trata dos interesses do bandido “preso” em Curitiba ou de seus asseclas. Lamentável, um insulto a todos os brasileiros que sustentam os luxos e extravagâncias desses togados, um insulto aos profissionais do Direito que batalham 24 horas pelos seus clientes, um insulto à nossa Democracia e, principalmente, total falta de empatia e humanidade. A justiça não é cega.

“SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Exma. Sra. Dra. Ministra Rosa Weber

Processo nº: REX 586068
Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIALRecorrido: HILÁRIA ANTUNES CARDOSO E OUTRO

Os amicus curiae, por sua procuradora, vêm, mais uma vez, dizer e requerer o que segue:

  1. Este processo aguarda julgamento no STF desde maio de 2008; há 11 (onze) anos, a parte aguarda o pronunciamento da Corte.
  2. Interveio no feito, e desde maio de 2012 suplica o julgamento deste RE, cujo objeto tem reflexos no processo 96.1000026-6, que tramita, suspenso, na 2ª Vara Federal de Rio Grande/RS.
  3. No entanto, o STF não cumpriu, até hoje, o dever de prestar jurisdição de forma célere. A sociedade está cansada de um Judiciário caríssimo e que, encastelado, desconsidera os que esperam pela “efetividade” e pelo cumprimento das promessas constitucionais. Esse desprezo pelo outro, que Vossa Excelência encarna tão bem, ao fazer dormir um processo por 11 anos, encontrou agora a morte de um dos que esperam. É com lástima que vimos aos autos juntar a cópia de atestado de óbito de Celmar Lopes Falcão, e dar-lhe os parabéns. Parabéns, Ministra, pela demora! Informamos também que as pompas fúnebres foram singelas, sem as lagostas e os vinhos finos que os nossos impostos suportam.

Lílian Velleda Soares OAB/RS54.875
Maria Emília Valli Bütow OAB/RS 89.172″

Originais aqui e aqui.

O amigo do amigo de meu pai

Foto: Revista Isto É

Mal sabia Marcelo Odebrecht que sua curiosa frase em (mais) uma delação premiada mostraria que, como muita gente boa já suspeitava, alguns ministros da suprema corte brasileira são autoritários, arrogantes, tem desmedido apego ao poder e tudo isso faz com que confundam o cargo que ora exercem com a própria instituição onde legislam. Um país onde magistrados investigam, julgam, censuram, intimam e prendem, não pode ser chamado de democrático. Pois é, o amigo do amigo de meu pai…